quinta-feira, 10 de abril de 2008

LIVRO RITUAL DE APRENDIZ MAÇOM - REAA

AOS LEITORES

Este livro é fruto de muito trabalho e pesquisa. Para aqueles buscadores de Gnose, que procuram a espiritualização maior. Lançado primeiramente na internet em 14 de fevereiro de 2008, superou todas as expectativas de sucesso.
Se você procura por diversão, este não é um livro indicado, é melhor que o feche e procure outro gênero de literatura.
O importante no esoterismo e misticismo, é o que não é dito, é o que esta nas entrelinhas.
Não temos de nos preocupar se profanos terão acesso a nossa literatura, o nosso segredo não é composto de sinais, toques e palavras. Ele é a Gnose interior. Não podemos ser hipócritas, censurar o contrabando e comprar produto contrabandeado, censurar proprietários de boates, mas, frequentá-las, censurar o bicheiro, mas jogar no bicho. Veja os filmes que falam sobre maçonaria: o homem que queria ser rei, assassinato por decreto, do inferno, em busca do tesouro perdido. E ainda se quiserem ver vídeos sobre iniciação maçônica, basta pesquisar no Google sobre maçonaria, no final da página aparece a opção, iniciação maçônica, é só clicar e ter a opção de várias iniciações. Em qualquer livraria pode-se encontrar livros que falam tudo sobre maçonaria.
A Maçonaria possui várias potências e ritos, todos sem dúvida, são regulares de acordo com os as normas estabelecidas, mas, nem todos reconhecidos, mas, nenhuma potência é detentora da Maçonaria, temos que começar a mudar os nossos conceitos. Rever os antigos Landmarks é um dever, a inalterabilidade é algo a ser mudado.
Sigamos o que, 500 anos antes de Cristo, Heráclito deixou escrito: Nada é permanente exceto as mudanças. Ninguém entra no mesmo rio pela segunda vez, quando entra novamente, a água que entrou na primeira vez, já passou. Um novo tempo esta começando. Vamos começar a APRENDER E ASSIMILAR.
“Aquele que busca a aprendizagem crescerá a cada novo dia” (Lao Tse) – O Tao da Física – Fritjof Capra, pág 38 – 28ª Ed. Cultrix.
“O livro é uma máquina infernal capaz de produzir significações” Merleau Ponty.
O que é escrever? “É apanhar as palavras em estado selvagem” (Sartre).
A leitura de artigos sobre o tema nos periódicos selecionados pode levar a mudanças na escolha feita e, precisa ser desenvolvido buscando-se um equilíbrio entre familiarizar-se com o que já foi investigado e manter uma certa originalidade. É preciso ler criticamente, buscando observar uma certa independência de pensamento e uma visão ampla do que esta sendo estudado. Vale ainda o conselho que é dado por Francis Bacon “Leia, não para contradizer ou negar, ou negar, nem para acreditar ou aceitar sem crítica... mas, para pesar e refletir”.
As Lojas maçônicas eram livres, isto é, não pertenciam a um poder central.
Guildas = Associações, Sindicatos.
As Tavernas:
1ª ) The Goose and Gridiron ( o ganso e a grelha), hoje (Lodge of Antiquity nº 2).
2ª ) The Crown ( coroa ), não mais existe.
3ª ) The Apple Tree ( a macieira), hoje (Lodge of Fortitude and Old Cumberland nº 12.
4ª ) The Runner and the Grapes ( a taça de uvas), hoje (Royal Samerset House and Invernees Lodge nº 4.
Não existiam templos, as reuniões eram nas tabernas e nos adros das igrejas.
Com isto, Vamos pesar e refletir os Landmarks?
Albert Mackey, e outros tentaram durante anos implantar os seus Landmarks, houve várias proposições em números variáveis de quantidade, e finalmente se estabeleceu que seriam XXV, conforme Mackey.
Foram criados conforme os costumes de uma época, em um país onde imperava o Rei, logo, não era uma democracia.
Em seus itens, diz: O processo de reconhecimento é inquestionável, onde esta escrito nas leis maçônicas que a Grande Loja da Inglaterra é que pode dar reconhecimento? Quem lhe deu tais poderes? A prerrogativa de se criar maçons pela livre vontade, isto é normal? As lojas só podem funcionar regularmente na presença do Venerável e dos Vigilantes, a ausência do Venerável a torna irregular? Isto pode ser questionado? A visitação é um direito dos maçons. As lojas são independentes. Será? A Grande Loja da Inglaterra quis impor a presença da bíblia, o que não foi aceito pela França e outros países, que desejavam adotar o livro sagrado de cada um deles ou o que cada maçom respeitasse, isto é que torna a maçonaria universal.
E por último, a inalterabilidade, de todos artigos anteriores. A maçonaria é a busca constante da verdade, não devemos aceitar que artigos produzidos há dois séculos atrás, não possam ser alterados conforme os usos e costumes do nosso século. A maçonaria não é propriedade da Grande Loja da Inglaterra, ela é propriedade de homens que são livres e que sejam de bons costumes. Existem maçons que passaram pela iniciação, mas, jamais foram iniciados, são profanos de avental, apenas passaram pela iniciação, mas, no mundo profano temos muitos maçons, é necessário busca-los.
Pedro Neves e Péricles Neves








ANÁLISE DO RITUAL DE APRENDIZ
REAA
CAPÍTULO 1
ABERTURA RITUALÍSTCA

O Venerável Mestre, questiona ao 1º Vigilante quais são os seus deveres.

O primeiro dever é verificar se o Templo está a coberto. Para certificar-se, ele determina ao Guarda do Templo para cumprir o seu dever, que após fazer a verificação lhe comunica que o Templo está a coberto.
O segundo dever é verificar se todos os presentes são Maçons. Tais deveres após serem cumpridos são comunicados ao Venerável Mestre.

COMENTÁRIOS
O Templo, está a coberto, não só das indiscrições dos profanos, mas, coberto pelos grandes mestres que se preparam para o início dos trabalhos.
Se eles são maçons, isto é, se estão realmente preparados espiritualmente para o início da reunião, o ideal e que se faça um período de meditação antes do início da reunião. é muito importante que todos deixem as atribulações do mundo profano fora do Templo, não se deve participar da reunião levando as preocupações do dia a dia, devemos estar prontos para recarregar as nossas baterias e posteriormente liberar as boas energias ao retornarmos aos nossos afazeres diários.

O Venerável Mestre, questiona ao Orador, o que é preciso para a abertura dos trabalhos. O mesmo lhe informa, que é necessário, no mínimo, sete irmãos mestres e que todos estejam revestidos de suas insígnias.

COMENTÁRIOS
Só os mestres podem ocupar os cargos oficiais e usarem as insígnias e paramentos do grau e dos cargos, que na realidade servem também para a proteção mística e esotérica, por isso, é vedado que aprendizes e companheiros ocupem cargos de oficiais em loja, além de tudo os mesmos não têm circulação livre.

O Venerável Mestre, questiona ao Chanceler se há número legal. O mesmo lhe informa que sim.

COMENTÁRIOS
Se não houver número legal, não pode haver reunião ritualística, pois, como já foi dito, os cargos não podem ser completados com aprendizes e companheiros. Caso não haja número legal, deve-se fazer reunião administrativa.

O Venerável Mestre, questiona ao Mestre de Cerimônias se a Loja está composta. Sendo informado por este, que sim, e que os cargos estão preenchidos conforme o uso da loja.

COMENTÁRIOS
A Loja só estará composta quando os estiverem preenchidos os seguintes cargos: Venerável Mestre, 1º Vigilante, 2º Vigilante, (formam um triângulo com o vértice para cima), Orador, Secretário, Guarda do Templo (formam um triângulo com o vértice para baixo) e Mestre de Cerimônias. Os dois triângulos sobrepostos e mais o Mestre de Cerimônias ao centro, formam o signo de Salomão, esotericamente a loja esta fechada (pronta), para iniciar a reunião. Todas as lojas usam paramentos regulamentados e reconhecidos por sua potência maçônica.

O Venerável Mestre, questiona qual é o lugar do 2º Diácono. Sendo informado por este, que é à direita do 1º Vigilante, e ao ser questionado para que? Diz que é para ser o executor e o transmissor das ordens do 1º Vigilante e velar para que os irmãos se conservem nas colunas com o devido respeito, disciplina e ordem.

COMENTÁRIOS
Fica claro, que o executor e transmissor das ordens do 1º Vigilante, é o 2º Diácono, e não, qualquer outro irmão, e que, o 2º diácono pode se movimentar a qualquer momento para fazer cumprir os seus deveres. É errado se utilizar o Mestre de Cerimônias como seu emissário.

O Venerável Mestre, questiona o 2º Diácono onde é o assento do 1º Diácono, e recebe a informação que é à direita e abaixo do sólio.

O Venerável Mestre, questiona porque o 1º Diácono ocupa esse lugar. Sendo informado por este, que é para transmitir as ordens do Venerável Mestre ao 1º Vigilante e a todos os dignitários e oficiais, para que os trabalhos se executem com ordem e perfeição.
O Venerável Mestre, questiona novamente o 1º Diácono qual é o lugar do 2º Vigilante, sendo informado que é ao Sul.



COMENTÁRIOS
Fica claro que o mensageiro do Venerável Mestre, é o 1º Diácono, e não o Mestre de Cerimônias ou qualquer outro irmão, justamente por estar próximo ao Venerável, para que os trabalhos possam transcorrer com uma ritualística justa e perfeita.

OBS: O RESTANTE DO RITUAL PODERÁ SER ENCONTRADO NO LIVRO: ANÁLISE DO RITUAL DE APRENDIZ MAÇOM QUE SE ENCONTRA À VENDA.

CAPÍTULO 2
ENCERRAMENTO RITUALÍSTICO

Procede-se como na abertura ritualística. E os obreiros estando satisfeitos.
Venerável Mestre diz: Irmão 1º Vigilante, estando tudo justo e perfeito, tendes a minha permissão para fechar a Loja.
O 1º Vigilante diz: Em nome do G .’. A .’. D .’. U .’. , em honra a João nosso patrono, está fechada esta loja de Aprendizes Maçons.
São executados, a bateria, a aclamação e o juramento.

COMENTÁRIOS
Verificamos, como foi dito na Abertura Ritualística, que durante os trabalhos a Loja funciona sob a responsabilidade do irmão 1º Vigilante. De ordem do Venerável Mestre, ele abre e fecha a Loja. Para se executar o trabalho, temos de usar a força, coluna do 1º Vigilante.
A bateria e aclamação, funcionam como Mantrans, servindo para harmonizar os trabalhos, assim como, funcionam também, as Bolsas de Propostas e Informações e Troncos de Solidariedade.

CAPÍTULO 3
BOLSA DE PROPOSTAS E INFORMAÇÕES E TRONCO SOLIDARIEDADE


COMENTÁRIOS
A circulação da Bolsa de Propostas e Informações e Tronco de solidariedade, deve ser cumprida em todas as reuniões, diferentemente do que muitas Lojas fazem, tanto uma como outra, devem ser executadas de forma ritualística.
É um dos momentos mais solenes, pois, neste momento, vai ocorrer a distribuição de energia. Na realidade, toda vez em que se segue a forma ritualística, a Loja esta sendo balanceada em suas energias, facilitando assim a sua perfeita harmonização.
Existe um ditado que diz, quem tem põe, quem não tem tira. Nada mais certo e verdadeiro.
Em uma reunião maçônica, ocorrem energias que devem ser renovadas periodicamente. E os irmãos devem colocar além das comunicações de praxe, os seus bons fluidos. E, isto é para ser feito constantemente.
A energia maior que parte do Venerável Mestre, deve circular todo o ambiente, indo ao 1º Vigilante, depois ao 2º Vigilante, fazendo o primeiro triângulo, de ponta para cima, Em seguida, vai até o Orador, Secretário e Guarda do Templo, fazendo o segundo triângulo, de ponta para baixo. Esotericamente, Foi formada a Estrela de seis pontas. A seguir, passa-se em todos os mestres presentes no Oriente, Sul e por último Norte.
Logo após, é passada para os Companheiros e então Aprendizes.
Para sua finalização, é levada novamente ao Venerável Mestre, que recebe novamente a energia de volta.
A ritualística deve ser observada em todas as reuniões, só não se usa a ritualística em reuniões Administrativas.
As reuniões servem para recarregarmos as nossas baterias desgastadas nas atribulações do dia a dia.
Pode-se observar uma boa harmonização, quando as velas dos altares, vão se consumindo por igual. Ao contrário, em uma reunião em que a ritualística não é cumprida, elas se consomem de maneira desigual. Pode haver energia, mas, não existe uma distribuição harmônica.

CAPÍTULO 4
CERIMÔNIAS COMPLEMENTARES

FILIAÇÃO E REGULARIZAÇÃO – RECEPÇÃO AOS VISITANTES - ORDEM DO DIA E EXPEDIENTE -BALAÚSTRE – PALAVRA A BEM DA ORDEM EM GERAL E DO QUADRO EM PARTICULAR – ESCRUTÍNIOS – CADEIA DE UNIÃO

COMENTÁRIOS
Após, a abertura ritualística da Loja, procede-se a cerimônia de Filiação e Regularização, que não é nada mais nada menos, que a reafirmação dos compromissos e juramentos já assumidos anteriormente pelo irmão.
De praxe os visitantes ingressam no Templo, em família, ou seja, junto com os irmãos do quadro. Porém, é importante que sejam verificadas as credenciais dos visitantes, e que, se processe o trolhamento, para se saber da real situação dos mesmos, para que não se deixe goteiras no interior do Templo.
Os irmãos devem tomar ciência de tudo antes do início da sessão, para que não ocorram atrasos.
Na medida do possível, deve-se confeccionar o balaústre durante a sessão e lê-lo ao final dos trabalhos.
Seguir o que determina o ritual, tendo cuidado com o tempo a ser usado por quem quer fazer uso dela.
Providenciar todo o material para escrutínio, de acordo com o ritual.
Realizar sempre que possível, pois, é um dos meios utilizados para se recarregar as nossas baterias.
CAPÍTULO 5
PRÉ-REQUISITOS PARA SER MAÇOM
São aceitos aqueles a quem consideramos que tenham bons costumes, que acreditem em um Ser Supremo Criador do Universo, de tudo que existiu, existe e existirá, e na sobrevivência do espírito após a morte. Que seja livre, ou seja, que não esteja sujeito a entraves sociais, que o privem, momentaneamente, de parte de sua liberdade e o que é pior, o tornem escravo de suas próprias paixões e de seus preconceitos. È, precisamente desse jugo que se deve libertar aquele que aspire pertencer a Ordem Maçônica. Assim, o homem que voluntariamente, abdica de sua liberdade, deve ser excluído da Ordem, porque, não sendo senhor de sua própria individualidade, não pode contrair nenhum compromisso sério.

CAPÍTULO 6
A LOJA

Sobre uma câmara, tem a forma de um quadrilongo, possuí três portas, uma no oriente, uma no ocidente e uma ao sul , em cima de cada uma as palavras, Sinceridade, Coragem, Perseverança. A sua entrada principal era pela porta do ocidente, onde havia duas colunas ocas de bronze, encimadas por romãs, e que era antecedida por uma imensa sala.
No seu interior, havia uma abóbada azul, sustentada por doze colunas, semeada de estrelas e nuvens, com os emblemas do Sol, da Lua e inúmeros outros astros, o seu piso, era um pavimento com quadrados brancos e pretos, tendo a sua orla dentada. No centro há um livro representando o Código de Moral, baseado no amor ao próximo; que cada um respeita e segue; a filosofia, que cada qual adota e, enfim a fé, que os governa. No oriente o local de assento do Venerável Mestre, no ocidente e no sul se assentam os seus dois Vigilantes. Em cada um destes locais há uma janela, só não há janela em sua parte norte.

COMENTÁRIOS
As Lojas, podem variar em sua estrutura física ou de posicionamento dos oficiais, devido aos ritos adotados e disponibilidade dos irmãos, mas, o básico geralmente é sempre o mesmo.

CAPÍTULO 7
A CAMARA DE REFLEXÕES

O Venerável Mestre, questiona novamente, durante que tempo devemos trabalhar como aprendizes maçons, sendo informado que do meio dia à meia noite.

O seu acesso era através da ampla sala que antecedia a entrada do palácio.
No local reina a escuridão iluminada por uma vela, ali, os pretendentes aguardam as respostas de seus pedidos de ingresso, como candidatos e, em caso afirmativo, fazem o seu testamento. Tem uma cadeira, uma pequena mesa com um candelabro de uma vela, papel, tinta e pena para se escrever, uma bilha de água, um pedaço de pão, um crânio e duas tíbias cruzadas, uma ampulheta, a figura de uma foice e de um galo, a palavra VITRIOL, as letras ALFA e ÔMEGA. Traçado nas paredes, as seguintes palavras: Vigilância e Perseverança! Se a curiosidade aqui te conduz, retira-te! Se temes ser descoberto os teus defeitos, sentir-te-ás mal entre nos! Se fores capaz de dissimulação, treme, porque te penetraremos e leremos o fundo de teu coração! Tem-se apego às distinções humanas, sai, porque não se conhece isso aqui! Se tua alma sentiu medo, não vás mais longe! Se perseverar, serás purificado pelos Elementos, sairás do abismo das trevas e verás a Luz! Poder-se-á exigir de ti os maiores sacrifícios, mesmo o de tua vida; és capaz de fazê-lo?

COMENTÁRIOS
O ambiente é propício para meditação e pensar sobre a instabilidade da vida humana.
Recebem então, a informação sobre o que é ser Maçom. São homens escolhidos, cuja doutrina tem por base o Supremo Ser Universal, o GADU, que é Deus; como regra, a Lei Natural; por causa, a Verdade, a Liberdade e a Lei Moral, por princípio, a Caridade, a Fraternidade e a Igualdade; por frutos, a Virtude, a sociabilidade e o progresso; por fim, a felicidade dos povos, que, incessantemente, ela procura reunir sob sua bandeira de paz. Assim, Ordem Maçônica nunca deixará de existir, enquanto houver o gênero humano.
Toma ciência de quais são seus deveres em caso de ser aceito. Honrar e venerar o Deus de seu coração, a quem agradece, as boas ações que pratica para com o próximo e os bens que lhe couberem em partilha; tratar todos os homens, sem distinção de classe e de raça, como seus iguais; combater a ambição, o orgulho, o erro e os preconceitos; lutar contra a ignorância, a mentira, o fanatismo e a superstição, que são os flagelos causadores de todos os males que afligem a Humanidade e entravam o progresso; praticar a Justiça recíproca, como verdadeira salvaguarda dos direitos e dos interesses de todos, e a tolerância, que deixa a cada um o direito de escolher e seguir sua religião e suas opiniões; deplorar os que erram, esforçando-se, porém, para reconduzi-los ao verdadeiro caminho; enfim ir em socorro do infortúnio e da aflição. O Maçom cumprirá todos esses deveres porque tem a Fé, que lhe dá coragem; a perseverança, que vence os obstáculos e o devotamento,que o leva a fazer o Bem, mesmo com o risco de sua vida e sem esperar outra recompensa que a tranqüilidade de consciência.
CAPÍTULO 8
PREPARAÇÃO

Na câmara de reflexões para onde é conduzido vendado, o candidato, é recebido por um guia que lhe diz: “eu sou vosso guia; tendes confiança em mim e nada receeis”.
O candidato devera ter nu, o lado esquerdo do peito e a perna direita, até o joelho e, substituído o sapato do pé direito por um chinelo.
Deverão ser lhe arrecadados os valores monetários e colocados em uma bandeja e guardados com o tesoureiro.
Depois de assim preparado, o guia, retira-lhe a venda por traz e diz-lhe: “profano, eu vos deixo entregue às vossas reflexões; não estareis sós, pois Deus, que tudo vê, será testemunha da sinceridade com que ides responder as nossas perguntas”. A sociedade a que desejais fazer parte pede que respondais as perguntas que vos apresento; de vossas respostas depende a vossa admissão no seu seio. Quando tiver terminado chame através desta campainha.
As perguntas são:
Quais são meus deveres para com o criador do Universo?
Quais são meus deveres para com a humanidade?
Quais são meus deveres para com a Pátria?
Quais são meus deveres para com a família?
Quais são meus deveres para com o próximo?
Quais são meus deveres para convosco?
Data e assinatura

COMENTÁRIOS
Nas iniciações, em fraternidades iniciáticas, o modo de preparar o candidato pode variar, de acordo com ritos adotados, tudo com a finalidade de levar o candidato a pensar sobre a instabilidade da vida humana, não se trata de querer humilhar os candidatos, tudo tem a sua razão de ser.

CAPÍTULO 9
SESSÃO SOLENE DE INICIAÇÃO

o Venerável diz: (após sua aprovação em loja),. Guia, podeis informar-me se na câmara das reflexões está algum candidato que pretenda ser iniciado em nossos augustos mistérios?
Sim, venerável, o profano F... , aguarda na câmara o momento de ser iniciado.
O venerável: Meus irmãos, tendo ocorrido regularmente o processo para a admissão do profano F... , é chegado o momento de sua recepção como sabeis, esse ato é um dos mais solenes da nossa Sublime Instituição, pois não devemos esquecer que, com a aceitação de um novo membro nesta Loja, vamos dar um novo irmão à Família Maçônica Universal. se algum de vós tem observações a fazer contra essa admissão, deve declara-las leal e francamente.

Venerável: Os irmãos que aprovam que se proceda a iniciação do candidato F.... , queiram se manifestar. (se for aprovado).
Guia, ide ao lugar onde está o profano e dizei-lhe que, sendo perigosas as provas por que tem de passar, é conveniente que faça o seu testamento e, ao mesmo tempo nos traga as respostas das questões que submetemos ao seu espírito para bem conhecermos os seus princípios e do merecimento de suas virtudes. Após cumprir a solicitação o guia entrega as respostas ao orador, que as lê em voz alta.
Venerável: Meus irmãos, estão satisfeitos com as respostas do profano? ( se for sim).
Irmão Orador, dai-me as vossas conclusões.
Venerável, se razões especiais não impuserem o contrário à vossa sabedoria e prudência, eu, em nome desta Loja e de acordo com as Leis que regem a nossa Instituição, respeitosamente vos solicito que se proceda a iniciação do profano F... .´
O Venerável diz: Guia, acercai-vos do profano e dizei-lhe que dele esperamos a necessária coragem para sair vitorioso da provas a que vamos submete-lo. Preparai-o segundo nossos usos e trazei-o à porta do Templo. Recolhamo-nos, meus irmãos, ao mais absoluto silencio.
O Guia, cumpre as determinações e conduzindo o profano à porta, onde bate.
O Guarda do Templo, entreabre a porta e diz em voz áspera e alta: Quem és temerário, que te arrojas a querer forçar a entrada deste Templo? O guia responde por ele, suspendei vossa espada, pois, ninguém ousaria entrar neste recinto sagrado sem vossa permissão. Desejoso de ver a luz, este profano vem humildemente pedi-la. Ao que o guarda Diz: Admiro-me muito, meu irmão, que em vez de virdes meditar conosco nos augustos mistérios que procuramos desvendar, deles vos alheeis, conduzindo a este Templo, um curioso, talvez um dissimulado. E para o interior do Templo diz: è o irmão guia, que conduz à porta do Templo um profano desejoso de ver a luz.
O Venerável pergunta ao Guia: Porque viestes interromper nosso silêncio, conduzindo à nossa Loja um profano para participar de nossos mistérios? Como poderia ele conceber tal esperança?
Ao que o Guia responde: que o pretendente é livre e de bons costumes, informando seus dados
O venerável pergunta: Meus irmãos, ouvistes o que declarou o Guia. Se concordais com o desejo do profano, se o julgais digno de receber a revelação de nossos mistérios, manifestai-vos. (Sendo aprovado).
Sendo então franqueado o ingresso do candidato no Templo, com a ponta da espada em seu peito.
OBS: O RESTANTE DO RITUAL DE INICIAÇÃO PODERÁ SER ENCONTRADO NO LIVRO: ANÁLISE DO RITUAL DE APRENDIZ MAÇOM QUE SE ENCONTRA À DISPOSIÇÃO PARA VENDAS.

CARGOS EM LOJA

Apenas no intuito de fazermos algumas colocações, não entraremos em detalhes maiores sobre as obrigações e deveres dos oficiais de uma loja, isto consta nos rituais, e servirá de estímulo para desenvolvimento de temas relativos a cargos em loja.

VENERÁVEL MESTRE
O título vem das guildas inglesas, do século XVII, quando começaram a denominar-se “WORSHIPFUL”, isto é, Venerável,
É a primeira ponta do triângulo com o vértice para cima.
Sua coluna é a Jônica, representa a sabedoria.
Como Presidente, ocupa o trono de Salomão, não um soberano, pessoa física, mas, Salomoh, (homem Perfeito)
A Jóia do venerável, é o esquadro, símbolo da retidão.

PRIMEIRO VIGILANTE
Primeiro vice-presidente da loja, representa Hiram rei de Tiro, não a pessoa física.
Governa durante as horas de trabalho de uma loja maçônica.
A sua coluna é a Dórica, que representa a força, quando está trabalhando ela esta levantada, quando esta em descanso a coluna esta abaixada.
É a segunda ponta do triângulo com o vértice para cima.
A Jóia do primeiro vigilante, é o nível, símbolo da igualdade.

SEGUNDO VIGILANTE
Segundo vice-presidente da loja, representa Hiram Abif, não a pessoa física.
Governa quando os trabalhos estão suspensos ou em recreação.
Sua coluna é a Coríntia, representa a beleza, quando os trabalhos estão suspensos ou em recreação, ela está levantada, quando em trabalho, ela esta abaixada.
É a terceira e última ponta do triângulo com o vértice para cima.
A Jóia do segundo vigilante, é o prumo, símbolo da retidão.

ORADOR
Ou Guarda da Lei, só pode apresentar as suas conclusões, baseadas nas proposições dos outros irmãos, não pode emitir opinião própria, participando de debates.
É a primeira ponta do triângulo com o vértice para baixo.
A Jóia do orador, é o livro aberto sobre fundo radiante, sendo o livro para a consulta dos irmãos e, a irradiação, a luz dos sábios ensinamentos.

SECRETÁRIO
Responsável pelos escritos da Loja, devendo lançar nos livros a verdade.
É a segunda ponta do triângulo com o vértice para baixo.
A Jóia do secretário, são duas penas cruzadas, representando a escrita fiel.

GUARDA DO TEMPLO
Ou cobridor, na maçonaria operativa, quando um edifício em construção chegava ao seu final, cobria-se por telhas, por analogia, quando se fecha a porta do templo, ele está coberto.
É a terceira e última ponta do triângulo com o vértice para baixo. O venerável e os vigilantes formam o primeiro triângulo com o vértice para cima, o orador secretário e guarda do templo, formam o segundo triângulo com o vértice para baixo, quando sobre postos, forma o Hexágono, estrela de seis pontas ou Selo de Salomão.
O guarda do templo, é o zelador de nossos pensamentos,
A Jóia do guarda do templo, são duas espadas cruzadas.

MESTRE DE CERIMÔNIAS
Representa o ponto dentro do Selo de Salomão.
É o encarregado da ritualística e do protocolo, conduzindo o bastão patriarcal.
A Jóia do mestre de cerimônias, é a régua, símbolo da ordem.

COMENTÁRIOS
As cinco dignidades da Loja, formam o pentágono, estrela de cinco pontas, representando o homem.
A parte de cima , a cabeça é o venerável, as partes debaixo, os pés, representados pelos vigilantes, e as pontas intermediárias, os braços, representados pelo orador e secretário.

EXPERTOS
Substitutos dos vigilantes, do Latim: expertus = sabedor , perito.
Condutores e guias nas iniciações, sua missão é encorajar o iniciando a vencer os obstáculos.
A Jóia do experto, é o punhal, para defesa.

PRIMEIRO DIÁCONO
Do Grego: Diakonos = servidor.
É o mensageiro do venerável mestre.
A Jóia do primeiro diácono, é uma pomba dentro de um triângulo. A pomba a mensageira da paz, a representação da divindade.

SEGUNDO DIÁCONO
Mensageiro do primeiro vigilante, responsável pela ordem no ocidente.
A Jóia do segundo diácono, é a pomba livre.

TESOUREIRO
Guarda e administra os valores da loja.
Zela para que a loja não se torne pobre, e perca seus valores esotéricos.
A Jóia do tesoureiro, é a chave, que dá acesso aos tesouros.

CHANCELER
Guarda o selo, para poder imprimi-lo nos documentos da Loja.
Responsável pelo cadastro dos obreiros.
A Jóia do chanceler, é a chancela.

HOSPITALEIRO
Irmão caridoso. Do Latim: Hospitalarius = que dá hospedagem por caridade.
Encarregado da assistência aos irmãos e necessitados.
A Jóia do hospitaleiro, é a bolsa, símbolo da solidariedade humana.

ARQUITETO
Responsável pela conservação dos utensílios e ornamentação da Loja.
A Jóia do arquiteto, é o maço e o cinzel, símbolos da força dirigida, para desbastar as imperfeições.

MESTRE DE BANQUETES
Encarregado da organização dos ágapes fraternais.
A Jóia do mestre de banquetes, é a cornucópia, símbolo da fartura.
De acordo com a “fábula”, supõe-se que o corno tenha sido arrancado da cabeça de “Aquelus”, quando, foi transformado em touro, tendo sido vencido por Hércules.

PORTA ESTANDARTE
Responsável pela condução do estandarte da Loja em todas as cerimônias.
A Jóia do porta estandarte, é um estandarte, que representa a bandeira da loja.


PORTA ESPADAS
Responsável, pela guarda e manutenção das espadas da Loja.
A Jóia do porta espadas, é uma espada, símbolo da força.

BIBLIOTECÁRIO
Responsável pela parte cultural da Loja e, pelos livros de registros.
Simboliza a luz interior.
A Jóia do bibliotecário, é um livro com a pena.

MESTRE DE HARMONIA
Encarregado da harmonia musical e, dos efeitos sonoros durante as iniciações. Procurando sempre aumentar as vibrações magnéticas através da música.
A Jóia do mestre de harmonia, é uma lira, símbolo universal da música.
COBRIDOR EXTERNO
Possui as mesmas funções do guarda do templo, é o guarda contra os maus pensamentos que podem querer invadir a Loja.
A Jóia do cobridor externo, é um alfange, para proteção contra aproximação dos indiscretos e curiosos.

CERIMÔNIA DE INCENSAMENTO

O incensamento é muito importante nas reuniões maçônicas, deve-se fazê-lo de forma ritualística.
As Lojas têm deixado de lado esta importante cerimônia de incensamento, acreditamos, por falta de um irmão que saiba manusear o turíbulo. Uma grande parte jamais assistiu uma cerimônia de incensamento e ignoram a sua benéfica prática.
A oficina possui um campo magnético cheio de vibrações mentais e espirituais, que na abertura ritualística partem do V.’. M.’. , para os oficiais Que vão sendo nomeados, voltando ao V.’. M.’. e se espalhando por todo o ambiente ( veja abertura ritualística: V .’. , 1º e 2º Vvig .’. , Or .’. , Sec .’., G.’. Tem.’. , M.’. Cer.’. ).
Desde a mais remota antiguidade, em cerimônias de caráter religioso e iniciático, o incenso tem sido utilizado. A sua fumaça é anti-séptica, atuando no meio físico e psíquico, propiciando uma enlevação espiritual. Por isso, devemos fazer o incensamento em todas as reuniões.O odor agradável representa para nós, o Divino, o humano e o material. É então, que se forma a grande cadeia universal, da qual cada irmão é um elo, entrando em ação e formando uma força fabulosa, que só muito poucos têm a felicidade de perceber e sentir. Os oficiais da Loja devem ocupar decente e corretamente seu lugar, com respeito e recolhimento, não podem titubear, não podem errar, têm que estar preparados para exercer o cargo com desenvoltura, para que se possa fazer uso de uma força capaz de operar maravilhas, é quando a egrégora da Loja junta-se à Gr.’. Loj.’. eterna, O irmão que tem mais energia dá aos que têm menos e estes a recebem dos que têm mais. É assim que funciona quando utilizamos a B .’. P.’. Inf.’. e o Tron.’. Sol.’. , elas também servem para harmonizar o ambiente energético. Só então, estaremos prontos para praticar uma reunião, pura, fraterna, tolerante, com amor.
Estando todos irmãos de pé em seus lugares, sem estarem à ordem, e com as mãos sobre o 4º chacra, o do coração e, antes da abertura ritualística dos trabalhos com preparação do ambiente, devendo-se utilizar música apropriada, suave e terna, o ir.’. turiferário se aproxima do trono, e a autoridade ou V .’. M.’. , que estiver presidindo os trabalhos, magnetiza o incenso com uma elevação de pensamentos ao G .’. A .’. D .’. U .’. e coloca três colherinhas de incenso no turíbulo, sobre as brasas de carvão vegetal. O turiferário segura o turíbulo no meio das correntes com a mão direita, mantendo as pontas das correntes com a mão esquerda, dá um passo para traz e faz uma vênia para a autoridade que a retribui, sendo então incensado por três ictos por três x três jatos ( ... ... ... ), ou três oscilações triplas, com a correntes curta e o turíbulo oscilando ao nível dos olhos, baixando um pouco depois de cada 3ª oscilação. Em seguida o turiferário balança o turíbulo em forma de V, com três longos e solenes balanceios, à direita e à esquerda do trono (alternadamente ). Depois, faz sete círculos sobrepostos, a começar do pé do altar com o maior e vai diminuindo os seus tamanhos, de modo a terminar o 7º à altura dos olhos do V.’. M.’. . Saúda-o e se dirige ao A .’. J.’., incensando no meio o L .’. L.’., prossegue sempre balançando o turíbulo em círculos até o altar do 1º Vig .’. sempre saudando antes e depois do ato, e repete o que fez em frente ao V .’. M .’., mas, só com sete oscilações ou ictos ou jatos ( ... ... . ), indo logo após ao altar do 2º Vig .’., agido da mesma maneira, mas com cinco oscilações ( ... .. ), indo então em seguida, ao Or .’. Séc .’. e G .’. Tem .’. M .’. Cer .’. , procedendo da mesma maneira, mas, com três oscilações para cada um. Logo após vai ao Oriente e também com três oscilações, incensa conjuntamente todos que estão à direita do V .’. M .’. e logo a seguir os que se encontram à esquerda. Do oriente vira-se para Coluna do norte e incensa a todos em conjunto por três vezes, e em seguida a todos da coluna do sul. Ao final coloca o turíbulo no A .’. P .’. .
Em uma Loja Maçônica, cada oficial e irmão, representam diferentes planos da natureza e suas peculiares energias. Deste modo, quando se trocam perguntas e respostas na abertura ritualística, elas servem de invocação ao Devas ou Anjos de cada plano operante. A ritualística na Loja aberta, serve para trilharmos simbolicamente a senda da evolução, e devemos vibrar harmonicamente em relação uns com os outros, As respostas têm a virtude de chamar a atenção em todos os diferentes reinos da natureza e fazer com que os Devas, espíritos da natureza e elementais, saibam que vão deparar com nova e favorável oportunidade de ação. Quando o V .’. M .’. ,fala ao oficial, como nas perguntas da abertura, uma corrente de força, parte do Oriente, flui dele para a aura daquele a quem se dirige, e toda a força volta em direção ao Oriente e retorna ao seu curso, para o altar. Deste modo, quando se trocam perguntas e respostas, toda a Loja pulsa com a vida elemental que esta ansiosa para se lançar ao trabalho. Cada grupo com sua cor peculiar pairando sobre a cabeça do oficial que o representa no mundo físico. Por meio destes Devas representativos dos vários oficiais, é construído o edifício e se infunde energia. O efeito do incensamento é alisar e limpar a Aura. Assim, essas entidade prorrompem em febril atividade ( como as miríades que sobem e descem em um centro espírita, ou as potestades, querubins e serafins, em uma igreja ). Sempre que alguém hesita em seu papel ( ou erra ), surge certa instabilidade nos trabalhos. Perturba-se a atmosfera mental dos presentes, quando há pausa ou interrupção na execução das funções dos cargos. Daí, a necessidade de cada um desempenhar corretamente sua parte no ritual. Buscamos energias, não só para os presentes, como também para toda a HUMANIDADE.

OS MISTÉRIOS DO SETE

O número 7 apresenta-se como sendo místico, misterioso, aritmeticamente “esquisito” e, principalmente, como sendo o número da criação, é a soma de 3 (trindade divina) mais 4 (os quatro elementos do mundo físico).
O estudo do sete provém dos Sumérios, cuja civilização floresceu bem antes da Babilônica.
O 7 é um número Místico por excelência, gozando de privilégios entre ocultistas, como também em todas as religiões e seitas.
Todos os livros sagrados estão cheios de exemplos da excelência do número 7. Na Bíblia contamos às centenas os exemplos da força e poder do número 7. No Gênesis, vamos encontrar o 7 como o número da criação, desde a criação do mundo, um tempo foi imprimido ao ritmo universal, quando o G .’. A .’. D.’. U.’. , decidiu que a semana teria sete dias e não cinco ou dez.
São sete as virtudes, sete os pecados capitais, sete os sacramentos, sete as notas musicais, sete os Arcanjos judaico-cristãos, sete são as cores que formam o branco, sete são as camadas de nossa pele, sete cores do arco-íris, sete aberturas naturais do homem e dos animais em geral ou entradas patológicas, sete chacras, sete maravilhas do mundo antigo, sete palmos de terra, missa de sétimo dia, com sete letras se escrevem os algarismos romanos para indicação dos números, o esquadro, símbolo da retidão, é um sete.
O número sete enriquece o folclore no Brasil e no mundo, conforme os exemplos que se seguem:
Pintar o sete – traquinar, divertir-se muito sem constrangimento algum.
Fechar a sete chaves – Guardar com segurança extrema. Sete é conta de mentiroso. Divulga-se que o gato tem sete vidas.
Bicho-de-sete-cabeças – diz-se vulgarmente, de algo que é misterioso ou complicado. Bota-de-sete-léguas – Segundo o conto popular, aquela que servia para transportar o herói a qualquer lugar e em pouco tempo, com enorme passadas.
No próprio cristianismo vamos encontrar o 7 na base de sua principal oração, O Pai Nosso, inicia com uma invocação e termina com uma dedicatória. Entre o princípio e o fim vamos encontrar 7 petições. 1) Santificado seja o vosso nome; 2) Venha a nós o vosso reino; 3) Seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu; 4) O pão nosso de cada dia nos daí hoje; 5) Perdoai as nossas ofensas, assim como perdoamos a quem nos tem ofendido; 6) Não nos deixeis cair em tentação; 7) Livrai-nos do mal. As três primeiras, são dirigidas a Deus (espírito) e as quatro seguintes ao homem (matéria).
As sete virtudes se dividem em, três são sobrenaturais (Fé, Esperança, Caridade) e quatro são cardeais ( Prudência, Justiça, Fortaleza, temperança).
Os sete pecados capitais se dividem em, três que pertencem ao espírito (Soberba, Ira, Inveja) e quatro que pertencem ao corpo (Luxúria, Gula, Avareza, Preguiça).
Segundo o Alcorão, Alá criou sete céus sobrepostos ou paraísos.
O 7 é também freqüente na Umbanda: sete linhas ou vibrações, sete legiões, sete falanges, sete forças da natureza, sete raças, sete flechas, sete porteiras, sete ciclos evolutivos, sete cachoeiras, sete encruzilhadas, sete rosas brancas, sete pedaços de carvão, sete sombras, sete portas, sete ramos de violeta, sete pedras de raio, etc. Assinale-se que a palavra Umbanda tem sete letras.
Na teosofia: sete corpos, sete planos divinos, sete raios , sete temperamentos.
Os caminhos da Yoga são igualmente sete.
O sete é presença em setentrião, que significa norte. Sim, porque no hemisfério norte ou setentrional se situa a constelação da Ursa Maior. Formada por sete estrelas ou flamas.
A cultura hebraica também valorizou o sete, como se vê a seguir: Depois de sete dias vieram sobre a terra as águas do dilúvio. Do rio subiam sete vacas gordas e sete vacas magras. e vi sete espigas cheias e boas e sete espigas mirradas. Sete dias de festas, propôs Salomão. Sete vezes cairá o justo e se levantará. A construção do Templo de Jerusalém durou sete anos, sete meses e sete dias. O Menorah, candelabro místico utilizado no culto judaico e que simboliza a árvore, tem sete braços, que representam, a luz, a justiça, a paz, a verdade, a benevolência, o amor fraterno e a harmonia.
No Novo Testamento há, igualmente, registros que evidenciam a importância do sete no tempo de Jesus: Mestre, indaga-lhe Pedro, até quantas vezes devo perdoar? Até sete vezes? Jesus responde-lhe: não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete.
Está no Apocalipse: sete amigos, sete baldes, sete candelabros,sete chifres, sete espíritos,sete estrelas, sete lâmpadas, sete reis, sete olhos. Sete anjos, sete trombetas, sétimo selo, etc.
A tabuada do sete é a mais difícil para o aprendizado das crianças e mesmo dos adultos, muitos são os que tropeçam quando lhes perguntamos o resultado de sete vezes oito.
O sete é o único número simples que não possui regra fácil se quisermos saber se ele é fator de um determinado número, é o único a ser aritmeticamente nem múltiplo nem divisor de um outro número entre 1 e 10.
A multiplicação entre si dos sete primeiros algarismos significativos é igual a 5.400, número fantástico, sendo divisível por todos os números de 1 a 10, sem deixar resto.
Mas o mistério aparece nos conjuntos estelares que sempre serviram de orientação aos homens. As constelações de Órion, Ursa Maior, Cruzeiro do Sul, são formadas por sete estrelas visíveis a olho nu normalmente. Como explicar a Plêiade da sete irmãs, quando na verdade apenas seis são visíveis a olho nu?
Para entendermos o significado do número sete, podemos analisar os números três e quatro, o ternário e o quaternário.
Entre os pitagóricos, o três era considerado o número perfeito por ter princípio, meio e fim. Deus é um na essência, mas possui três aspectos distintos, ou seja, Pai, Filho e Espírito Santo.
Sobre o número três temos milhares de exemplos em nossos estudos.
Vejamos o significado do número quatro, ou seja o quartenário.
O quatro sempre foi considerado o número do mundo físico. O quatro está relacionado aos quatro pontos cardeais. Vale mesmo a pena perguntar, por que quatro pontos cardeais e não três ou seis.
Na Bíblia o rio que sai do paraíso se divide em quatro outros rios. O altar dos sacrifícios tem quatro pontas, os quatro animais que sustentam o trono da revelação, as quatro estações do ano, as quatro fases da lua, as quatro fases do dia, as quatro fases da vida do homem (nascimento, crescimento, maturidade, morte). No novo testamento encontramos o quatro de forma um tanto dramática: os soldados romanos dividem em quatro partes as roupas do cristo crucificado, simbolizando a dissolução do seu corpo material e seu retorno aos quatro elementos de que era composto.
As pirâmides do Egito estão relacionadas com o número sete em sua construção, a base é quadrada ( 4 ) e seu perfil é triangular ( 3 ), A pirâmide de Quéops possui três câmaras ligadas por quatro corredores, temos ainda o sete simbolizado no caduceu.

ANÁLISE DO PAI NOSSO – ORAÇÃO MAIOR

A maior oração do cristianismo, sem dúvida alguma é O Pai Nosso, que nos foi legada por JESÚS, no sermão da montanha como consta na Bíblia Sagrada, contendo O VELHO E O NOVO TESTAMENTO, traduzida em Português por João Ferreira de Almeida, no Livro de S. Mateus, Cap: 6, Vers: 9 a 13.
Diariamente esta oração é efetuada por milhões de pessoas no mundo, nos templos, nas casas, nas ruas, etc.
A maioria das pessoas, não atenta para o que estão rogando ao Pai Celestial, tudo é feito de forma mecânica, automática, como um papagaio treinado.
Devemos estar preparados, psíquica e espiritualmente ao elevarmos as nossas preces, pois, ao fazermos a oração estaremos dimensionando o que queremos.
Ela começa com uma Invocação: - Pai nosso que estás nos céus; neste momento, devemos estar contritos, com o espírito e mente em paz, chamamos a atenção da espiritualidade cósmica, estamos começando um ato solene, vamos elevar as nossas preces ao Deus de nosso coração. As nossas aspirações e desejos vão ser ditos e cremos que serão atendidos. Fazemos sete petições, as três primeiras são dirigidas ao espírito, as quatro seguintes, dirigidas à matéria, ao ser humano.
1-Santificado seja o teu nome: reverenciamos e consagramos o nome do ser divino, puro e imaculado.
2-Venha o teu reino; que as hostes celestiais com a beleza, glória e amor que resplandece em teu trono, possam ser vistas e sentidas por nós.
3-Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu; mostramos a nossa submissão aos desígnios celestiais.
4-O pão nosso de cada dia nos dá hoje; solicitamos o alimento para o espírito e o corpo.
5-E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores; ao fazermos esta solicitação estaremos dando a medida do que queremos receber, aqui esta o perigo para aquelas pessoas que fazem esta poderosa oração de forma mecânica e automática, se neste momento, estamos revoltados, irados, raivosos, magoados, sem compaixão, sem piedade, sem amor, se não perdoamos a ninguém, o que é que estaremos pedindo neste momento ao ser supremo? Estaremos pedindo contra nos, a revolta, a ira, a raiva, a falta de compaixão, a falta de piedade, o desamor de Deus para com nosso ser, e sobretudo, para não sermos perdoados. Devemos ter ciência que ao orarmos O Pai Nosso, poderemos estar pedindo muito bem ou muito mal.
6-E não nos induza à tentação; Jésus, o ser divino foi tentado várias vezes, ele conseguiu se livrar das tentações, nos, que somos fracos seres humanos, provavelmente não conseguiríamos, por isso, não gostaríamos de ser induzidos à tentação.
7-Mas livra-nos do mal; desejamos ficar livres das doenças não só do corpo, mas, também da alma.
O término é com uma dedicatória: porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre, Amém. Reino = Malkuth, Poder = Kether, Glória = hod.
Confirmação do que desejamos na quinta petição, esta nos dois versículos seguintes: 14) Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós. 15) Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas.
Quantos de nós, temos o cuidado e compenetração ao executarmos esta prece, devemos estar cientes de que tudo quanto pedirmos seremos atendidos, S. Mateus, Cap: 7, Vers: 7) Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei , e abrir-se-vos-á. 8) porque, aquele que pede, recebe; e, o que busca, encontra; e, ao que bate, se abre.
Portanto, cuidado com o que pedimos e desejamos.

TRIBUTO A LUIZ GONZAGA NASCIMENTO - “REI DO BAIÃO

“ O BAIÃO NO BRASIL NÃO MORRERÁ JAMAIS, PORQUE ELE ESTÁ FIRMEMENTE ENRAIZADO.
MAS O MEU BAIÃO, ESTE MORRERÁ COMIGO.”

LUIZ GONZAGA

Nome Consagrado como um dos baluartes da música popular brasileira
A composição “Acácia Amarela”, foi gravada em 1982 em homenagem à Maçonaria. Foi composta pelos irmãos, LUIZ GONZAGA e ORLANDO SILVEIRA.
LUIZ GONZAGA NASCIMENTO, nasceu em 13 de Dezembro de 1912, na fazenda Caiçara, município de Exu, sertão de Pernambuco, filho de Januário, lavrador e sanfoneiro, e de dona Santana.
Membro da Loja Maçônica “Paranapuan”, Rito Moderno, sediada na Ilha do Governador – RJ, Iniciado em 03/04/71, Elevado em 14/12/72 e Exaltado em 05/12/73. Foi Iniciado no Gau 4 em 29/08/84, no Sublime Capítulo Paranapuan. Seu padrinho na Maçonaria foi o irmão Florentino Guimarães.
ORLANDO SILVEIRA OLIVEIRA SILVA, nasceu em 27/05/1925, formado em Direito, músico, regente, arranjador, compositor e acordeonista, tendo conquistado premio internacional de arranjo. Iniciado na Loja Maçônica “Adonai”, RJ, em Março de 1974 e Exaltado em Novembro de 1974. Colou Grau 30 no Conselho de Kadosh nº 1 do Supremo Conselho do Brasil para o Rito Escocês Antigo e Aceito.
As Lojas Maçônicas, deveriam incluir “Acácia Amarela”, no repertório de suas colunas de Harmonia, prestando assim, uma justa homenagem.
A letra da música é a seguinte:
ELA É TÃO LINDA
E TÃO BELA
AQUELA ACÁCIA AMARELA
QUE A MINHA CASA TEM
AQUELA CASA DIREITA
QUE É TÃO JUSTA E PERFEITA
ONDE EU ME SINTO TÃO BEM


SOU UM FELIZ OPERÁRIO
ONDE AUMENTO DE SALÁRIO
NÃO TEM LUTA NEM DISCÓRDIA
ALI O MAL E SUBMERSO
E O GRANDE ARQUITETO
DO UNIVERSO
É HARMONIA É CONCORDIA
É HARMONIA É CONCORDIA.

O Grande Arquito do Universo, chamou o artista para cumprir outra missão no Oriente Eterno, na madrugada de 2 de agosto de 1989, tinha quase 77 anos. Foi levar a alegria para outro lugar.
A vida por aqui ficou mais triste, o “Rei do Baião”, fisicamente não se encontrava mais entre seus irmãos. O pó voltou a terra como o era, e o espírito voltou a Deus que o deu.
Como dizia Saint Exupéry, “Só quando tomamos consciência do nosso papel, mesmo o mais obscuro, só então podemos viver em paz e morrer em paz, pois tudo que dá um sentido à vida, também dá um sentido à morte”.
Luiz Gonzaga, foi um daqueles seres afortunados que passaram pela vida e deixaram a sua marca para a eternidade, suas canções falavam sobretudo de alegria, de riqueza, de paixão, amor e bondade.
Espiritualmente, sabemos que ainda se encontra em nosso meio, e rogamos que vele para que nossos trabalhos também possam ser coroados de êxito.
Obrigado IRMÃO.

FRAGMENTOS

- A Pedra Bruta é uma pedra tosca, não trabalhada, tal como foi tirada da pedreira, até que, pela arte do trabalhador é modelada, lavrada na devida forma e adaptada à construção planejada. Ela representa o homem na sua infância ou estado primitivo rude e impolido, é a pedra bruta, até que, pelo cuidado carinhoso e pela atenção dos pais e tutores, dando-lhe uma educação liberal e virtuosa na Loja, que seriam os ensinamentos, os bons exemplos dos mestres, neste caso, a pedra bruta será transformada em pedra polida ou pedra esquadrada, que nada mais é que uma pedra em forma de cubo, preparada somente para ser aferida pelo E. e o C.. Ela representa o homem no declínio dos anos, depois de uma vida bem vivida, despendida em atos de virtude e piedade, que não pode ser medida e aprovada a não ser pelo E. da palavra de Deus e o C. de sua própria consciência convincente.
- Pedra polida, do Árabe = Azuleicha = Azulejos. Os Árabes levaram os azulejos para a Espanha, de onde se espalhou pelo mundo. Fonte de consulta, Pequenas Empresas Grandes Negócios ( você sabia?).
- Virtudes Teologais : Fé, Esperança e Caridade. A suprema excelência da caridade (1º Coríntios 13 :13- agora pois, permanecem a fé a esperança e a caridade, estas três, mas a maior delas é a caridade). Todo o capítulo 13 com seus 13 versículos discorrem sobre a caridade).
- Virtudes Cardeais : Assim foram chamadas por Santo Ambrósio e é Prudência, Justiça, Temperança e Fortaleza. Temperança = moderação. Podemos também encontrar outra definição: Temperança, a energia. A Prudência e a Justiça, essas alusões nós a encontramos no painel do 1º grau, representada pelas 04 borlas (corda com 4 nós) que representam as quatro virtudes cardeais – o primeiro moderação, o segundo é o vigor espiritual, o terceiro é a cautela e o quarto é o respeito às normas legais. Para São Tomaz de Aquino, só as virtudes morais podem ser chamadas de Cardeais.
- Para Aristóteles, Vício = é um sentimento ou conduta excessiva ou deficiente. Virtude = é um sentimento ou conduta moderada.
- Lewis = força, (painel de aprendiz) para se levantar peso na antiguidade. Temos no painel do 1º grau uma peça repousada em cima de uma mesa, chama-se Lewis(pronuncia-se lúis), e é representada por certas peças de metal entalhadas dentro de uma pedra, formando um engate e quando em combinação com alguma das forças mecânicas, tal a um sistema de moitões, habilita o maçom obreiro a levantar grandes pesos a certas alturas sem muito esforço e a fixa-los em suas bases apropriadas.
- Salmo 133 era usado nas Cruzadas.
- A partir da época da maçonaria chamada especulativa, os maçons passaram a celebrar duas festas anuais: de São João ou da ordem maçônica; também conhecidas por Festas Solsticiais, pois, coincide com o solstício de Verão, no hemisfério norte (dedicada a S. João Batista), em 24 de junho, e com o solstício de inverno (dedicada a S. João Evangelista), em 27 de dezembro.
- Anthony Sayer – Foi o 1º Grão Mestre eleito pela Grande Loja de Londres (Inglaterra).
- No dia 24 de junho de 1717, data em que se festeja o solstício de verão. A partir de então a antiga Maçonaria Operativa, dava lugar ao sistema moderno especulativo.
- John Harris – 1791-1873, famoso gravador e miniaturista inglês, criou os painéis simbólicos do 1º, 2º e 3º graus, no ano de 1853 ( Astréia nº 11/2002).
- Homem justo – no sentido concreto que desde então esta palavra adquiriu no pensamento grego, aquele que obedece à lei e se regula pelas disposições dela.... Paideia pág 138.
- Ideal do homem justo Paidéia 139 – 04 virtudes: A fortaleza, a piedade, a justiça e a prudência.
- Secreto = Gótico
- Secreto – Instituição que no século 18 funcionava sem autorização do soberano – aquela época, quando não se tinha autorização era perseguida.
- Secreto = Sac = Sagrado – algo profundo, filosófico, representa o interior do homem.
- Discreto = algo profundo, interior, no sentido filosófico, porque é de graus, tem elementos de graduação de crescimento é como um quebra cabeça que vai se armando.
- No século 18 – Porque eram protestantes os primeiros governantes proibiram a maçonaria – Amsterdã, de Haia de Berna e Genebra. – O sultão de Constantinopla era mulçumano - O rei de Roma era o Papa. Era uma proibição dos Governos Absolutistas. (na fita Cavaleiros Templários, após temas maçônicos).
- Landmarks = Land = terra em inglês um dos quatro elementos da natureza + Marks = marca, sinal.
- As lojas maçônicas são sustentadas por três grandes colunas: A Sabedoria, a Força e a Beleza. A primeira (sabedoria), pertence ao VM, o respectivo capitel é Jônico, pois, os jônios eram os mais sábios de todo o povo grego. A segunda(força), pertence ao 1ºV. , o respectivo capital é o Dórico, pois, os dóricos eram os mais fortes de todos os gregos. A terceira (beleza), pertence ao 2º V., e o respectivo capital é o Coríntio, por ser esse estilo arquitetônico o mais belo de todos, com suas expressivas folhas de acanto ( suposto Rito de York, pág. 79).
- Boaz, era filho de Obede, avô de Jessé, bisavô de Davi, conseqüentemente trisavô de Salomão. A Bíblia, traduzida por João Ferreira de Almeida, editada em 1969, Brasília-DF, no livro de Rute, que tem quatro capítulos, dos quais, três encontra referências a Boaz.
- O simbolismo, representa a base, o fundamento de toda a maçonaria do mundo. Havendo aprendido os símbolos e as alegorias que os mesmos representam, o maçom está em condições de compreender os princípios da Maçonaria Universal. Quem seja incapaz de compreender o simbolismo, se achará sempre na posição de profano, que entrando por casualidade no Templo Maçônico, observa toda uma série de objetos que lhe parecem familiares, por exemplo: o esquadro, o compasso, o nível, o prumo, o livro da lei, sem compreender seu significado simbólico. Para poder ler o que se vê, este profano precisa da luz maçônica que somente a iniciação poderá lhe dar.
- O simbolismo esta fortemente vinculado ao segredo iniciático, não podemos ser iniciados nos conteúdos do tal segredo sem uso do simbolismo, porque a iniciação, significa o começo de processo prático de aperfeiçoamento, que o iniciado pode usar unicamente se conseguir aprender o significado simbólico e ritualístico, nas suas diversas etapas (Filosofia da Maçonaria, de Giuliano Di Bernardo – pág 45,46 e 47).
- Estrelas e Constelações: as quatro estações do ano – Festa Celta e a Alquimia. Um primeiro elemento expressivo para aglutinar este teto que espanta são as quatro estações do ano, presentes nas constelações, assim como se apresenta no Hemisfério Norte: Fomalhaut, de Peixes, na parte ocidental, a sua direita correspondendo o Sul da Loja, indicando o início da primavera naquele hemisfério, Aldebaran, de Touro, ao centro do teto, indicando quase o meio do outono; Regulus, de Leão, na parte ocidental do teto, à esquerda ou Norte da Loja indicando o meio verão e, por fim, Antares, de Escorpião, indicando o início do inverno. Estas quatro estrelas são consideradas estrelas reais, referências fundamentais do calendário babilônico, cada qual, guardiã de um ponto cardeal, Aldeban do Oriente, Regulus do Norte, Antares do Ocidente e Fomalhaut do Sul (Engenho e Arte - nº 12/2003).
- Os Períodos:
- Antiguidade: compreende a História do Oriente dos Gregos e Romanos e vai até as invasões bárbaras do século V; termina em 476 (fim do império romano do Oriente).
- Idade Média: Período de predomínio feudal na Europa, vai até 1453 (Turcos tomam Constantinopla, capital do Império Romano do Ocidente; termina a guerra dos Cem Anos).
- Idade Moderna: Termina em 1789 com a revolução Francesa.
- Idade Contemporânea: de 1789 aos nossos dias (História Geral e do Brasil, pág 9, de José Jobson de A . Arruda e Nelson Piletti – Ática 6ª Ed).


BIBLIOGRAFIA

-RITUAL de Aprendiz Maçom - editado pela GLMMG em dezembro de 1981, Decreto nº 640
-PIKE, Albert – Morals and Dogma, 1919
-MANLY, P. Hall – Masonic, Hermetic, Qabbalistic and Rosicrucian Symbolical Philosophy, 1928
-DURVILLE, Henri – A Ciência Secreta, 1950
-CÂMARA, Clementino – Revelações, 1952
-LEADBEATER, C. W – Pequena História da Maçonaria, 1968
-PAUL, Nadon – A Maçonaria, 1968
-ELIPHAS, Levi - Dogma e Ritual da Alta Magia,
1970
-RIZZARDO, Camino da – Introdução à Maçonaria, 1972
-CLYMER, R. Swinburne, Antiga Maçonaria Oriental, 1976
-BLAVATSKY, Helena P. – Síntese da Doutrina Secreta, 1973
-BOUCHER, Jules - A Simbólica Maçônica, 1979
-BARROS, Zilmar de Paula – Atribuições dos Encargos Diretivos de uma Loja Maçônica, 1984
-VIEIRA, Tílio - Cerimônia de Incensamento

PEDRO NEVES .'. M .'. I .'. GR .'. 33
PÉRICLES NEVES .'. M .'. I .'. GR .'. 33
SITE: www.pedroneves.recantodasletras.com.br

Um comentário:

Ronoel Teixeira disse...

Brilhante texto. Em busca de mais conhecimento e a fim de desbastar minha P.B. Fui guiado até vosso texto. Obrigado pela oportunidade da leitura edificadora.

TFA .