quinta-feira, 18 de novembro de 2010

MAÇONARIA - 25 - A ESCADA DE JACÓ - A FÉ, A ESPERANÇA E A CARIDADE

MAÇONARIA
25
A ESCADA DE JACÓ
A FÉ, A ESPERANÇA E A CARIDADE

A Escada de Jacó, existente nos templos maçônicos, representa o sonho que Jacó teve, onde via anjos subindo aos céus e descendo a terra. A escada representa a involução e evolução.
A Involução significa a descida do espírito cósmico e divino por sucessivas etapas, até tornar-se parte do corpo físico, a matéria propriamente dita, com as suas imperfeições, impurezas, com seus defeitos, sua ausência de luz, em estado imperfeito e que deverá buscar o aperfeiçoamento pelo seu próprio suor, ninguém pode se aperfeiçoar por nós.
A Evolução significa a subida do espírito, após passar pelo aperfeiçoamento em todo momento de sua vida, procurando extinguir os seus defeitos, adquirir mais luz e buscando atingir novamente as regiões paradisíacas.
Este é o simbolismo da descida e subida de anjos que Jacó teve em seus sonhos.
A Escada de Jacó apresenta em sua estrutura, três símbolos: A Cruz, a Âncora e a Taça.
A Cruz representa a Fé. Cada um deve levar a sua Cruz em sua subida em busca de perfeição. A parte vertical da Cruz simboliza a ascensão espiritual que devemos sempre almejar, a parte horizontal é o símbolo dos obstáculos que todos enfrentamos em nossa jornada, eles são difíceis de superá-los, parecem intransponíveis em algumas ocasiões, causam muitas vezes desânimo, e muitos desistem no meio do caminho. A Cruz simboliza a união de quatro esquadros com seus ângulos retos. O Nível é simbolizado por sua barra transversal, e o Prumo por sua barra vertical.
A Âncora representa a Esperança. Quando passamos por momentos difíceis e aflitivos, quando nada parece dar certo, quando enfrentamos mares turbulentos em nossas vidas, devemos lançar a Âncora para ficarmos fixos e não sermos arrastados pelas más correntes. Possuindo Fé, teremos Esperança de dias melhores.
A Taça representa a Caridade. Das três virtudes teologais (Fé, Esperança e Caridade), sem dúvida, como diz o Apóstolo, a maior delas é a Caridade. Em nossa busca de aperfeiçoamento, temos o dever de praticar a Caridade; no auxílio daqueles que tropeçam e caem pelo caminho, dando-lhes a mão que servirá de apóio para que se levantem, assim como certamente muitos já o fizeram conosco. A Caridade consiste em socorrer os débeis, os desvalidos, aqueles que não estão conseguindo carregar a sua Cruz. Até Cristo, não suportou o peso de sua Cruz e caiu na sua caminhada e necessitou de ajuda para carregá-la; aquele foi o momento em que alguém praticou a Caridade. Em nosso dia a dia, nos tormentos das paixões, as ocasiões se apresentam para a prática da Caridade a todo o momento. Muitos fecham os olhos para não verem a quem devem ajudar, esquecem que mais para frente poderão precisar de auxílio. Poucos sabem o que seja a mensagem contida no livro da lei: Que “Uma mão não saiba o que a outra faz”. Os imprescindíveis para a humanidade são aqueles que praticam a verdadeira Caridade, não precisam divulgar o bem que fazem, estes sabem vencer suas paixões, submetem suas vontades e fazem novos progressos, estreitando os laços de Fraternidade que a todos devem unir como verdadeiros irmãos.
A subida dos degraus da Escada de Jacó é penosa e lenta, os degraus estão em níveis e espaços variados, mas, o importante é que eles estejam unidos por duas hastes laterais bem fortes, que possam lhes dar sustentação, a escada, por sua formação é um símbolo de união.
Na maçonaria, assim como, na vida, nos encontramos em planos diferenciados de evolução, somos muitos em várias potências e obediências, mas não formamos um só corpo, não formamos uma escada, não formamos uma unidade.
Os caminhos para o aperfeiçoamento são vários, são constituídos por vários acessos: Instituições filosóficas, instituições filantrópicas, religiões, escolas, etc. Temos que ter consciência que não existe o certo e o errado, existem caminhos mais curtos e mais longos, não existe o “regular” e o “irregular”, todos levam a apenas um objetivo final – O Aperfeiçoamento.
Somente quando pudermos entender isso, e pudermos viver em paz, harmonia e união, poderemos nos considerar como uma unidade, estaremos assim, cavando masmorras aos vícios e levantando templos às virtudes, só então, tudo estará Justo e Perfeito.



PEDRO NEVES .’. M .’. I .’. 33 .’. MRA



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MAÇONARIA ORIGENS INICIÁTICAS - 24 - OS HERMETISTAS - OS FILÓSOFOS DESCONHECIDOS, OS MARTINISTAS E OS ALQUIMISTAS

MAÇONARIA
ORIGENS INICIÁTICAS
24
OS HERMETISTAS
OS FILÓSOFOS DESCONHECIDOS, OS MARTINISTAS E OS ALQUIMISTAS

Os Filósofos Desconhecidos (*) pertenceram a uma Ordem espiritualista que foi fundada em 1773. Longe de pensar como os Francos Maçons modernos, eram, sobretudo, místicos e, em certos casos, iluminados. Estes adeptos, dos quais, alguns eram recrutados nos altos graus da Maçonaria oficial, conheciam as forças das quais o homem pode tornar-se senhor, ao redor de si, aquelas que pode captar na Natureza superior e aquelas que pode desenvolver em si mesmo. Entregaram-se a todas as ciências chamadas ocultas; a magia era-lhes conhecidas e a maioria deixou-nos trabalhos especialmente no que concerne à alquimia.
Como em todas as iniciações sérias, os segredos não eram revelados senão a meio e à medida que se manifestavam disposição em tirar um partido útil e a penetrar os arcanos místicos que se compunham o seu ensinamento.
Entre os Filósofos Desconhecidos, a iniciação comportava doze graus, dos quais, os três primeiros tinham a mesma denominação que na Franco Maçonaria. Aprendiz, companheiro e Mestre. Vinham em seguida: 4º) Eleito; 5º) Mestre Escocês; 6º) Cavaleiro do Oriente; 7º) Cavaleiro Rosa Cruz; 8º) Cavaleiro do Templo; 9º) Filósofo Desconhecido; 10º) Filósofo Sublime; 11º) Iniciado; 12º) Filaleto ou Amigo da Verdade.
Esta Organização dos Filósofos Desconhecidos entregava-se, sobretudo, à pesquisa das transmutações e considerava que o ser humano, em sua evolução iniciática, deve seguir etapas análogas às transformações que sofre a Pedra Filosofal, antes de recompensar os esforços daquele que a descobre. É neste espírito que ela dividiu os trabalhos da Pedra em doze estados que se aproximam de cada um dos doze graus que enumeramos.
O grau de Aprendiz corresponde à Calcificação da pedra que, como esta primeira iniciação, se prende à matéria bruta; o grau de companheiro corresponde à Dissolução Secreta; o de Mestre à Separação dos Elementos; o eleito, cuja iniciação corresponde ao que os antigos alquimistas chamam a Conjunção Matrimonial; o Mestre Escocês, à Putrefação; o Cavaleiro do Oriente, à Coagulação; o Cavaleiro Rosa Cruz, à Incineração; o cavaleiro do Templo, à Sublimação; o Filósofo Desconhecido, à Fermentação; O filósofo Sublime, à Exaltação; o Iniciado, à Multiplicação. Enfim, o Filaleto ou amigo da Verdade, à Projeção.
Sabe-se que a Pedra Filosofal, é o corpo hipotético que tem a propriedade de transmutar em ouro, todo o metal que fosse posto em contato com ela em certas ocasiões. É, pois, natural que o grau supremo, o de Filaleto, corresponda à Perfeição da pedra em estado de ser projetada sobre o metal inferior, para mudá-lo em ouro, pois, o iniciado tem por missão, de mudar o homem inferior que se colocou em condições convenientes, em Ouro Solar, fazê-lo elevar-se a uma vida nova, fazendo-o percorrer, mais ou menos rapidamente, os estágios que separam a Calcinação da Perfeição.

(*) Os Filósofos Desconhecidos, hoje estão incorporados na Tradicional Ordem Martinista.
OS MARTINISTAS

Os Martinistas separaram-se da Maçonaria ao fim do século XVIII. Discípulos de Martinez de Pasqually e de Claude de Saint Martin, os Martinistas têm, sobretudo, visto na iniciação, a volta a uma iniciação espiritualista e esotérica. Claude de Saint Martin renunciou mesmo à teurgia, que se manifestou entre o seu antepassado e iniciador. Quis atingir toda iluminação e a graça de Deus, merecida para uma vida exemplar. Não nos estenderemos sobre esta Ordem que soube inspirar ao gênio de Balzac, os seus romances místicos, especialmente “Luis Lambert”, porque “Seráfita” tem mais iluminismo Swedenborgiano.
Qual é a base da Iniciação Martinista? O ritual desta Ordem nos diz nestes termos:
“Encerra a filosofia do Nosso Venerável Mestre, baseada essencialmente sobre teorias tiradas do Egito por Pitágoras e sua Escola. Contém, em seu simbolismo, a chave que abre o mundo dos espíritos, que não está fechado; segredo inefável, incomunicável, unicamente compreensível ao verdadeiro adepto”.
“Esta trabalho não profana a santidade do véu de Isis pelas imprudentes revelações. Porque só aquele que é digno e que é versado na história do hermetismo, de suas doutrinas, de seus ritos, de suas cerimônias e de seus hieróglifos, poderá penetrar a secreta, mas real significação do pequeno número de símbolos oferecidos à meditação do Homem do Desejo”. (Ritual e Ordem Martinista).
Os Martinistas deixam-se entrever, mas não se entregam aos simples curiosos.
Sua iniciação é graduada segundo as capacidades daquele que deve seguir todas as fases de seu ensinamento, antes de chegar aos graus supremos. É este sentimento que podemos extrair do discurso de recepção pronunciado por Stanislas de Guaita, em sua celebração do terceiro grau, discurso que encontramos no “Seuil Du Mistère”:
“Nós te iniciamos; o papel dos Iniciadores deve limitar-se aí. Se vem de ti mesmo à inteligência dos Arcanos, merecerás o título de Adepto; mas compreendas bem: Em vão os sábios mestres desejar-te-ão revelar as fórmulas supremas da ciência e do poder mágico; a Verdade Oculta não se transmite em um discurso: cada um deve evocá-la, criá-la e desenvolvê-la em si mesmo”.
“Tu és Iniciatus: aquele que outros puseram sobre a Senda: esforça-te para vires a ser Adeptus; aquele que conquistou a Ciência por si mesmo; é, em uma palavra, o filho de suas obras”.
A iniciação Martinista, assim compreendida, não pode avançar sem provas, e estas provas nada têm de comum com aquelas da Franco Maçonaria; levam sobre os poderes psíquicos do futuro adepto a sua capacidade em guardar um segredo e, sobretudo, ainda seu grau de evolução intelectual e anímica.
O Martinismo é uma escola de alto hermetismo e não se abre senão a muito poucas pessoas, preferindo a qualidade à quantidade, como toda associação que não deseja ter nenhuma ação política e que, se pensa em operar socialmente, prefere elevar a multidão para uma seleção do que fazer descer a elite para a multidão.
O discurso de Stanislas de Guaita, que nós podemos citar em seu todo, porém, que merece estudo e reflexão, desenvolve esta doutrina que a Iniciação é certamente o resultado de um ensinamento, tendo, todavia, em seu desenvolvimento uma parte imensa de formação pessoal.
Todo poder concedido pela Natureza ou pela Sociedade deve, para se tornar útil, ser desenvolvido e adaptado à sua formação para aquele que foi beneficiado.

OS ALQUIMISTAS

A alquimia é a ciência das transmutações.
Pernety definiu-a assim: É a arte de trabalhar com a natureza sobre os corpos, para se aperfeiçoar.
Em todos os tempos, os pesquisadores levavam os estudos sobre dois pontos principais: A transmutação dos metais e a fabricação de um elixir de longa vida, que seria uma fonte de juventude e, ao mesmo tempo, uma medicina universal.
Em seu estudo sobre a Grande Obra, Grillot de Givry expõe assim este ensino: “é uma alquimia transcendental, é a alquimia de si mesmo”.
Efetivamente, a personalidade do homem é infinitamente perfectível e sua evolução não tem outro fim, senão o de processar a aproximação da Divindade. É necessário, pois, àquele que quer fazer obra transcendente, tornar-se outro homem, estudar em si mesmo, as suas possibilidades, os defeitos de sua harmonia, para destruí-los e aproximá-los da harmonia soberana à qual se adapta.
É quando este acordo se realiza de um modo absoluto, que o homem terá acabado a sua evolução.
Para purificar o vil metal é preciso acender o atanor dos alquimistas, submeter a matéria ao Fogo do Espírito, de tal maneira que ela se encontre purificada pela lenta combustão de suas impurezas e de suas escórias.
A obra alquímica é sempre lenta, seja operada no laboratório ou na nossa personalidade.
“Tu possuis – diz Grillot de Givry, dirigindo-se ao discípulo – tu possuis um tesouro imenso de forças ocultas que ignoras, forças consideráveis e invencíveis, depositadas em ti e que ultrapassam todas as forças corporais; aprende a servir-te, a fazê-las obedecer a tua vontade, a tornar-te absolutamente senhor”.
O ser purificado de todo pensamento mau deve procurar, pois, as forças vivas.
Pode-se auxiliar, certamente, mas esta transmissão de poderes faz-se por uma palavra, por um talismã, por uma varinha? Não, diz o adepto, e continua esta instrução que pode servir de modelo para a alquimia interior.
“Aprende, ao contrário, que tal poder não te será conferido senão por uma laboriosa e lenta cultura das forças psíquicas, subsistindo em ti em estado latente”.
“É preciso abstrair-te em uma vida superior, exaltando poderosamente a tua vontade. Eleva em torno de ti mesmo, como uma muralha que retém e emana de ti para as coisas sensíveis, encerra-te na cidadela hermética, de onde sairás, um dia, invulnerável”.
Tal é o verdadeiro ensinamento iniciático que se oculta nos velhos receituários alquímicos. É preciso primeiramente desenvolver em si, todas as energias superiores que substituirão os maus instintos, destruídos não sem combate.
Em seguida, tendo aspirado conscientemente as forças superiores, depois de as ter assimiladas, o adepto poderá irradiá-las para aqueles que pedem o seu auxílio, seja para a cura do corpo, seja para o socorro da alma, que tem seus males, suas dores, suas quedas e que nós temos o dever de auxiliar à própria evolução, se quisermos ser dignos do bem superior que nos foi concedido.

PEDRO NEVES .’. MI .’. 33 .’. MRA
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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

MAÇONARIA - 23 - O SEGREDO MAÇÔNICO

MAÇONARIA
23
O SEGREDO MAÇÔNICO
Em maçonaria, a iniciação simboliza a morte e o renascimento.
As instituições, quaisquer que sejam, passam por períodos de altos e baixos, assim também é a própria vida. Assim como, existem os que as fazem crescer, existem aqueles que só produzem trabalho para o aniquilamento. Na maçonaria, não é diferente. Devemos estar atentos aos eternos insatisfeitos, e que não possuem o conhecimento e sabedoria, pois, o inimigo interno é o que mais mal pode causar.
Os maus companheiros sempre querem inutilizar a beleza da obra, mas, os verdadeiros mestres têm o dever de impedir que isto aconteça.
Com o aumento do número daqueles que passam pela iniciação, mas, que jamais serão iniciados, pois, não entendem que, assim como, existem os direitos, existem os deveres e as obrigações, eles não sabem desbastar a pedra bruta, continuam corruptos e sem princípios, ambiciosos, estão sempre a procura de benefícios próprios. Estes são os piores inimigos, estão infiltrados dentro da sublime instituição, são os vírus que podem nos levar ao túmulo. Temos que criar uma vacina para obtermos uma imunização duradoura.
São os maus companheiros, que gostam de inventar e modificar rituais, eles não ligam para as antigas tradições. São eles que não procuram levantar templos à virtude, mas, fazem de tudo para abater as colunas de lojas, produzem discórdias, o que obriga os verdadeiros mestres a um trabalho hercúleo para novamente levantar as colunas abatidas.
São os maus companheiros que sempre desejam e, às vezes, conseguem aumento de salário, sem merecer, mesmo sabendo que são totalmente despreparados no conhecimento da filosofia maçônica, não procuram aprender, não procuram se aperfeiçoar, mas, gostam de se fazerem presentes nos ágapes, eles sempre querem se igualar aos mais preparados, por pura vaidade.
Ao passarmos pela morte e renascermos como um novo ser, devemos ter ciência que a fraternidade não se pratica com palavras de discursos oficiais, pratica-se no dia a dia.
O maior dos mestres, disse: “muitos serão chamados, e poucos serão escolhidos”.
Poucos chegam a descobrir que a desunião, não leva a lugar algum, e que o segredo maçônico está no que diz o salmista: “Oh, como é bom e agradável é viverem unidos os irmãos...”.

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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

UNILOJAS, UMA POTÊNCIA SEM COBRANÇA DE TAXAS.

UNILOJAS, UMA POTÊNCIA MAÇÔNICA SEM COBRANÇA DE TAXAS.
Porque nos filiamos na UNILOJAS.
Constituída por maçons de destaque em outras potências e obediências, e com grande experiência administrativa, com o pensamento voltado para o engrandecimento da maçonaria, a UNILOJAS inovou ao não cobrar taxas de suas lojas filiadas, pois, as lojas são livres e independentes, como no início da maçonaria.
Não se faz uma potência ou obediência forte, explorando e sugando as lojas, deixando as lojas de menor poder aquisitivo de pires na mão. As maiorias das lojas maçônicas não suportam as taxas que lhe são impostas: iniciações, elevações, exaltações, quadro de obreiros, etc. Invariavelmente as lojas pagam aluguéis, condomínios, limpeza, etc. Resultado: Grão-mestrado das potências e obediências fortes, com muito dinheiro no caixa e as lojas em sua maioria ficam cada vez mais fracas, e dependentes, com quadro de obreiros reduzidos, em sua maioria, com menos de trinta obreiros, sendo que, boa parte destes são infreqüentes e não contribuem ativamente com os cofres da loja.
Nas potências, os oficiais da administração do grão-mestrado geralmente não recebem salários, ex: Grande loja Maçônica de Minas Gerais; nas obediências, os oficiais geralmente recebem grandes salários, que a maioria não teria condições de receber fora da maçonaria, mas, os demais irmãos preferem ignorar este fato e lhes dão uma condição de remuneração que outros não possuem dentro das várias lojas.
Os irmãos que não fossem independentes financeiramente no mundo profano, não deveriam se candidatar a cargos eletivos, que deveriam ser exercidos sem remuneração, pois, “quem não tem condições não se estabeleça”.
O maior absurdo acontece com as lojas que possuem patrimônio e que em caso de transferência para outra potência, são obrigadas a passarem para a antiga obediência o patrimônio que tanto suaram para construir. Quando é que as lojas vão acordar?
Os administradores da UNILOJAS perceberam que se as lojas não tivessem que recolher tantas taxas, elas poderiam se tornar independentes e fortes e terem o seu próprio templo e outros patrimônios, administrar melhor as suas finanças, pois, se as lojas buscam os futuros obreiros no mundo profano, são elas que deveriam gerir as taxas cobradas e oferecerem maiores benefícios para os integrantes dos seus quadros, que não raras vezes, necessitam do amparo de outros irmãos, hoje ocorre o contrário, os poderes centrais é que se beneficiam sempre.
Na UNILOJAS, a administração não é remunerada e caso haja alguma doação ela é feita pelas lojas de maneira espontânea. Aqui deu certo, será que algum dia, esta forma de administrar irá ser adotada por outras potências e obediências?
Aguardemos o futuro.
LOJA MAÇÔNICA ROMA
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sábado, 11 de setembro de 2010

MAÇONARIA - 22 - A PRÁTICA DA MAÇONARIA E O PRECONCEITO

MAÇONARIA
22
A PRÁTICA DA MAÇONARIA E O PRECONCEITO

Ainda existe confusão ao conceituar o que é a prática da maçonaria.
A maçonaria está confundindo sua prática com a ritualística. As Lojas Maçônicas, quando em reunião, estão praticando apenas a ritualística, ou seja, executando o desenvolvimento dos rituais dos diversos ritos existentes.
Poucas lojas durante as práticas das ritualísticas conseguem transmitir conhecimentos filosóficos mais aprofundados, o que torna invariavelmente, as reuniões monótonas, e cansativas, não existindo satisfação e proveito.
O maçom tem que ter muita força de vontade para superar tudo isso, e buscar o conhecimento pelo processo de pesquisa e estudo, o que o torna um autodidata. Quem não procura aprender através de seus próprios esforços, dificilmente obtém conhecimento e sabedoria.
A prática da maçonaria não acontece dentro de Loja, ela acontece do lado de fora, no dia a dia do mundo profano.
O aprendizado do conhecimento e obtenção de sabedoria é de foro íntimo, onde cada irmão procura a sua evolução por si mesmo. É dito que quando o discípulo está pronto, o mestre aparece, e o mestre aparece quando fazemos despertá-lo em nosso interior. Não adianta buscar o conhecimento e não praticá-lo.
A prática da maçonaria é de trabalho em grupo, e como foi dito, não é feita dentro de Loja, que geralmente se transforma em uma reunião social, sem maiores objetivos.
Na constante busca pela luz, temos que ter consciência que para encontrá-la, o nosso coração deve estar acesso e receptivo.
Na prática do ritual maçônico estamos perdendo o que é essencial, estamos praticando a fraternidade pela metade, hoje o que mais importa é saber a qual potência ou obediência pertencem os irmãos, não importa que eles também estejam em busca de conhecimento e luz. Os ensinamentos da filosofia maçônica devem ser exercidos e praticados em favor dos menos favorecidos. É quando estamos do lado de fora do templo que temos o dever de colocar em prática, as virtudes que procuramos obter, só então, entenderemos o significado da Liberdade, da Igualdade e da Fraternidade.
Quando alguma Loja impede acesso em suas reuniões de irmãos de uma ou outra potência ou obediência, elas só estão impedindo a participação nos trabalhos ritualísticos, pois, como se deve saber a maçonaria não tem proprietários, não se sabe de alguém que tenha depositado nas mãos de qualquer pessoa uma chave ou mesmo um título de propriedade da sublime instituição, ninguém tem condições de impedir a prática da maçonaria fora dos templos, aliás, é melhor que não se participe de uma reunião com aqueles que se dizem irmãos, mas possuem mentalidade tão atrasada e que só demonstram desconhecer totalmente o que seja Liberdade, Igualdade e Fraternidade, aquilo que pregam e divulgam só consta nos discursos oficias, não existe a sua verdadeira prática, não tendo portando nada de positivo a acrescentar para o engrandecimento da maçonaria. Desconhecem o grande ensinamento cristão “AMAI-VOS UNS AOS OUTROS, FORMAI UMA ÚNICA FAMÍLIA, SEJAM TODOS IRMÃOS”.
O preconceito utilizado na maçonaria mostra a pequenez de administrações mal preparadas para gerir a maçonaria, eles desconhecem o que seja maçonaria universal; o valor dos vários ritos existentes; a existência de outras potências e obediências que praticam a verdadeira maçonaria; eles não sabem o significado da palavra, Irmão. Eles podem ser tudo e qualquer coisa na vida, mas não podem dizer que sejam irmãos.
A ausência de Liberdade, Igualdade e Fraternidade, gera o fanatismo, a ignorância e a superstição, que por sua vez, causam o preconceito. Então, surgem a brigas, ofensas, desarmonias entre potências e obediências.
Os ensinamentos maçônicos preconizam a busca constante da verdade, como procurá-la onde existe o preconceito?
A filosofia de vida e conhecimento maçônico veio até nós, através dos tempos, é o somatório da sabedoria de outras instituições e que nos foram passados gratuitamente por gerações passadas que desconheciam o termo preconceito.
“O pior cego e aquele que não quer enxergar”, o pior maçom é aquele que não conhece as origens da maçonaria e não sabe quando e onde praticar a maçonaria, não está preparado para utilizar a palavra Irmão.
Existem vários caminhos que levam ao aperfeiçoamento maçônico, e não apenas dois ou três como querem fazer crer alguns insensatos “irmãos”.
O verdadeiro maçom não pode ter preconceito de raça, cor ou religião, o conhecimento é uma necessidade para a prática da maçonaria, a busca da sabedoria e o aperfeiçoamento espiritual. A disputa pelo poder nos afasta de nossos objetivos. Vemos hoje a formação de grupos para-maçônicos, academias, associações, museus, e até mesmo fundações, que só fazem aumentar o preconceito entre irmãos, a fraternidade é desconhecida, fecham-se em grupos de potências ou obediências, devem se sentir com grande orgulho, os eleitos pelo Grande Arquiteto do Universo para serem os donos da luz. A luz está à disposição de todos, receber esta luz e retê-la, significa perdê-la.
Só quando o nosso autoconhecimento estiver completo, teremos condições de abrir os véus que nos impedem de ver a verdadeira universalidade, então, não haverá mais as ditas potências ou obediências, só então, poderemos afirmar com convicção que nos reconhecemos como irmãos, e que a Maçonaria é Universal.


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terça-feira, 31 de agosto de 2010

MAÇONARIA - ORIGENS INICIÁTICAS - 21.2 - OS HERMETISTAS - OS ROSA CRUZES - 2ª PARTE

MAÇONARIA
ORIGENS INICIÁTICAS
21.2
OS HERMETISTAS – OS ROSA CRUZES
2ª PARTE

Ao se ler a Divina Comédia basta ver a descrição do Paraíso como fez Dante, para ver que ela corresponde ao simbolismo rosacruciano.
“A rosa, que foi sempre o emblema da beleza, da vida, do amor e do prazer – diz Eliphas Levi – exprimiu misticamente todos os protestos manifestados no Renascimento... Reunir a rosa à cruz, tal era o símbolo da alta iniciação.
Apesar dos livros públicos, os Rosa Cruzes não dizem o que poderiam dizer; deixam na sombra o que eles querem guardar segredo.
No “Au seuil Du Mistère”, Stanilas de Guaita reproduz e estuda o prefácio do curioso “Zanoni”, romance iniciático de autoria de Bulwer Lytton, dizendo: “Zanoni é um grande livro de revelações e arcanos. Sob um véu de ofuscante fantasia, o autor apresenta tradições secretas da Rosa Cruz e até ao longínquo depósito das fraternidades mais antigas e ocultas ainda, cuja Ordem instituída por Rosencreutz não é senão o último prolongamento.” (Au Seuil Du Mistère, 1915, pág. 179).
Bulwer Lytton diz, aliás, no prefácio, que seu livro não é uma fantasia a não ser para aqueles que são capazes de ver apenas um romance interessante: “Verdade para aqueles que sabem compreender, extravagante para qualquer outro.” Zanoni é a história de um profano, Clarêncio Glyndon, que quer tornar-se adepto e que não sabe merecer esta glória pela obediência necessária a toda iniciação.
É necessário multiplicar as experiências iniciáticas sob o passo do neófito, de tal maneira que, coloca em condições violentas, deixa subitamente aparecer sob a influência do perigo ou da tentação, estes abismos secretos da alma, que dissimulam muitas vezes sob as mais graciosas aparências. É preciso que o futuro adepto aprenda que, quando vier a ser senhor de seus desejos e de suas afeições, em vez de ser governado por eles, pode entrar novamente na vida normal; os pensamentos que a iniciação terá feito nascer nele dominarão sempre todos os outros e as mais caras preocupações.
A alegoria da montanha que conduz ao templo sustentado por sete colunas como um Tesouro inapreciável. A ascensão simboliza a necessidade para o adepto de se elevar acima da matéria, subir a escarpa áspera para deixar as profundezas terrestres e viver na luz pura do infinito. É uma montanha rodeada de animais cruéis e aves de rapina que tornam o caminho difícil e perigoso; só aqueles que trabalham por si mesmos podem encontrá-la. Nesta montanha estão ocultos grandes tesouros. E qual tesouro é maior e mais precioso do que a iniciação? O que devemos vencer são estas ambições e paixões figuradas aqui pela terrível fauna de animais cruéis e aves de rapina que rodeiam a santa montanha. Devemos ser vitoriosos diante de todas as águias e de todos os dragões das nossas paixões mortais, antes de tocarmos o ouro solar.
Os próprios primeiros sucessos que podemos alcançar não devem produzir um orgulho insólito. E todos aqueles que começam a tocar a obra iniciática são sempre tentados a acreditar-se um super homem, destacado da humanidade e superior às suas leis.
Eis aí um perigo terrível, porque a queda é mortal e, para o vaidoso que se julgue mestre, como aconteceu ao desobediente Glyndon, o encontro com o Guarda do Limiar ameaça lançá-lo no desespero, na loucura e na morte.
Só terminam a ascensão aqueles que trabalham por si mesmos. Efetivamente, coloca-se o futuro na senda, mas cada um deve fazer o seu caminho com seus riscos e perigos.
É o discípulo que tem o dever de se fazer, de se aperfeiçoar, de adquirir qualidades necessárias à sua iniciação. Estar pronto para o aparecimento do guia, do mestre interior.
É um segredo que está conhecido, e o segredo da montanha está também muito próximo da mão, mas é preciso ir à sua procura por si mesmo; é preciso compreendê-lo sem apoio.
Ireis a esta montanha por uma noite muito sombria e negra. Certamente, os segredos iniciáticos não são para aqueles que procuram brilhar, mas para aqueles que pedem à meditação, as suas luzes interiores, e elas não brilham na claridade e no tumulto da jornada. Não será nas vãs agitações do mundo que podereis tomar consciência do maravilhoso fim perseguido.
É preciso estar preparado por longas preces, mas não é útil pedir conselho a nenhum homem.
Aquele que tem a proteção divina, que tem feito por se tornar digno e que, não obstante, tem humilde e longamente pedido, que seriam os conselhos humanos?
O que é preciso é fazer-se a si mesmo, no profundo silêncio, na paz absoluta de todos os desejos e de todas as paixões. Vosso guia o conduzirá à meia noite, quando tudo estiver silencioso e sombrio; tomai coragem e dirigi-vos a Deus. É somente no absoluto recolhimento, quando todos os ruídos forem mortos em vós e em torno de vós, que ousareis tentar a divina aventura.
Segui somente o guia que se vos oferecer.
Vossa razão vos guiou até aqui, e é ela que vos mostrou a excelência desta iniciação tão desejada.
Mas, quando estiverdes na senda, um guia vos oferecerá e é ainda vossa razão, mas uma razão superior, uma intuição sublime que vos fará atingir ao cume desejado.
Ainda sentireis o coração apertado de medo. Mas, se vos puserdes de acordo com as harmonias superiores, quem poderia atentar contra a vossa serenidade?
Caminhai, pois, apesar de vossos receios, sobre a senda que sobe para o ideal enfim conquistado.
Então, vereis grandes coisas. O sopro divino, como um vento impetuoso, fará voar os rochedos em clarões. As vossas antigas concepções fremirão diante da luz ofuscante.
Serás surpreendido, mas não cedereis a esta surpresa. Não voltareis para trás. O novo dia surgirá.
Uma grande tempestade e um tremor de terra destruirão em vós e em torno de vós, tudo o que restava das vossas antigas idéias, mas o grande fogo do entusiasmo de intuição superior irá subitamente engrandecer diante de vós e encontrareis de repente o tesouro que procuráveis.
A estrela da manhã aparecerá; depois virá a aurora e possuireis este tesouro que tanto desejáveis.
Das vossas meditações profundas, como uma noite sem estrelas, surgirá esta flama que abrasa todo o horizonte, e todas as vossas cargas, passadas subitamente, parecer-vos-ão leves.
É que o tesouro está em vós; não o soubestes ver, que coisa alguma o tinha feito sentir e que, subitamente, iluminado pela claridade triunfante de uma estrela flamejante que não se levanta, a não ser na solidão, tereis encontrado em vós mesmos um reflexo do poder de Deus, um tesouro de forças e possibilidades que vos elevarão acima de vossas mais soberanas esperanças. As sucessivas iniciações nos graus da Rosa Cruz mostram tudo isso.
Que é que governa os homens? Que é que ofusca o mundo com o seu fausto, quando se sabe ser uma parcela de Deus, participando de sua glória e de seu poder?


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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

MAÇONARIA - ORIGENS INICIÁTICAS - 21.1 - OS HERMETISTAS - OS ROSA CRUZES - 1ª PARTE

MAÇONARIA
ORIGENS INICIÁTICAS
21.1
OS HERMETISTAS
1ª PARTE
Vimos, em capítulo precedente, que a Franco Maçonaria, conservando certos ritos das iniciações antigas, sobretudo em uma parte daqueles que foram transmitidos pelo Egito, perdeu completamente o sentido esotérico de seus atos e que ela acreditou simplificar somente as suas práticas, suprimindo de suas obras tudo o que lhe dava uma verdadeira importância.
Vimos que a Maçonaria tem atualmente desprezo pelas ciências psíquicas, das quais muitas conclusões são hoje admitidas pelo ensino oficial.
Várias seitas, observando este lamentável estado de coisas, quiseram reviver os programas antigos, fazendo estudos sérios, relativos às experiências e aos ensinamentos iniciáticos.
Todos os agrupamentos foram espiritualistas, admitindo a imortalidade da alma, a existência de Deus e os renascimentos.
Entre estes ramos, os mais célebres têm sido os Rosa Cruzes, os Filósofos Desconhecidos e os Martinistas. No presente capítulo, que termina o nosso estudo retrospectivo das iniciações, trataremos da iniciação hermética que é em grande parte, o fim destas três últimas associações. Terminaremos esta primeira parte dizendo algumas palavras sobre a iniciação antiga.
Este assunto parece ser estranho, tratado neste lugar, mas não devemos esquecer que todas as fraternidades herméticas como os Rosa Cruzes, se ocupam tão cuidadosamente das pesquisas naturais e que a alquimia foi uma parte de seu fim. Em suma, esta ciência não nos afasta do nosso assunto pessoal.
Todos os alquimistas estão de acordo em dizer que se o alquimista deve ser versado nas ciências naturais, deve também ser um adepto do desenvolvimento pessoal, porque, por mais singular que isso possa parecer, os alquimistas afirmam que a ação sobre o metal é o corolário de uma ação sobre si mesmo; segundo esta crença, tais forças são solidárias e não devem ser separadas.



OS ROSA CRUZES

Tem-se falado muito dos Rosa Cruzes, ainda que esta fraternidade misteriosa seja sempre um centro particularmente secreto e desdenhoso de todas as realizações políticas mundanas. Os seus escritos mostram que eles são dedicados às ciências mais abstratas, procurando, em exercício ascético, o meio de operar sobre as forças invisíveis; mostram-nos como estudantes de curiosos processos para agir também sobre a matéria, especialmente na ordem das transmutações alquímicas.
É infinitamente verossímil que a Ordem dos Rosa Cruzes surgisse da Franco Maçonaria e que, desde os tempos remotos, em que estes hermetistas tomaram origem, vissem que outras facções da Ordem estavam ocupadas em objetos muito práticos. À medida que o segredo das iniciações desapareceram da Franco Maçonaria, os Rosa Cruzes precisaram o seu esforço de reação contra o materialismo invasor que corrompia a iniciação maçônica.
Sem negar a importância sob o ponto de vista filosófico, social e político, os Rosa Cruzes parecem ter pensado que tudo isso nada tinha que ver com a iniciação primordial.
Preferiram reviver os ritos e os ensinamentos dos mestres desaparecidos e é por este efeito que, sabendo a que ponto as vastas associações são impotentes, fazem um pequeno grupo de adeptos experimentados com cuidado, que, dizem, teriam lançado para longe e para muito alto os seus estudos das forças naturais e os meios de utilizá-las.
O que é certo é que quaisquer que tenham sido as opiniões manifestadas pelos membros, a Ordem sempre foi espiritualista.
Michel Maier diz-nos que os Rosa Cruzes teriam nascido na Alemanha e que o seu primeiro iniciador teria sido Christian de Rosencreutz, nascido em 1413.
É preciso ver em Rosencreutz o nome de um adepto que teria batizado a Rosa Cruz com seu próprio nome? Precisaria ver no nome iniciático, uma espécie de denominação de Templo tomado por um iniciador, consciente de ser o verdadeiro chefe da nova iniciação? Precisaria ver na Rosa Cruz uma participação qualquer com o movimento gnóstico e joanista de João Huss (que foi queimado, como se sabe, em 1415, no concílio de Constança)?
Isso é que é difícil de precisar.
Sobre a fundação da Ordem rosacruciana, Sédir reproduz o que diz a Fama, publicada em 1617, em Francforte sobre o Meno:
“No começo do século XIV, nasceu na Alemanha, de uma família nobre, Christian de Rosencreutz, que muito cedo ficou órfão: foi educado em um convento, que ele deixou, desde a idade de 16 anos, para viajar na Ásia, Arábia, Egito e Marrocos. Aprendeu, nestas viagens, com os conselhos dos sábios que freqüentou, uma ciência universal harmônica da qual zombaram os sábios europeus aos quais ele quis comunicar. Tirou esta ciência do Liber Mundi (o Livro do Mundo), que conheceu um certo Teofrasto. Concebeu um plano de reforma universal: político religioso, científico e artístico, para cuja execução se associou aos irmãos G. V., L. A., e P. D. O., aos quais aderiu o irmão B., pintor, e os irmãos G. G, e P. D.”.
“comunica-lhe a sua língua mágica, pede-lhe o voto de castidade e dá-lhe o seu nome de Rosa Cruz. Submeteram-se eles às seis obrigações que apresentamos aqui.”
1ª - Não ter outra profissão senão curar.
2ª - Não ter uniforme.
3ª - Reunir-se cada ano no dia de Ano Bom no Templo do Espírito Santo.
4ª - Escolher um discípulo.
5ª - Guardar o selo Rosa Cruz.
6ª - Ficar oculto cem Anos. (História dos Rosa Cruzes).




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