quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

MAÇONARIA - O FOGO, A CHAMA E A LUZ

MAÇONARIA
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O FOGO, A CHAMA E A LUZ

Na maçonaria, assim como, em outras instituições iniciáticas, místicas, esotéricas, filosóficas ou religiosas, o fogo, a chama e a luz são símbolos de profundo significado. Nas iniciações, um dos batismos candidato é feito pelas chamas do fogo, simbolizando a queima das impurezas que a água não consegue tirar.
“Nos livros sagrados de todas as religiões temos centenas de citações sobre o fogo a chama e a luz, no início da Bíblia em Gênesis - 1: 3 a 5 - Deus disse: “Haja Luz. E houve luz. Após a criação dos céus e da terra, a primeira manifestação foi a criação da luz. O grande cientista Albert Einstein disse que a luz é a sombra de Deus.”
“Nos rituais religiosos, se acendia lamparinas com óleo de oliva virgem e límpido, no fogo se queima o incenso com aromas perfumados para agradar a Deus. O profeta Isaías – 5: 25 - “Pelo fogo se acendeu a ira do senhor... .” "Também dizia: “A violência de sua cólera.” “A chama de um fogo devorador.“ “Inflamam as árvores das florestas e as videiras.”
Quando o ser humano aprendeu a se utilizar do fogo, para cozinhar os alimentos, se aquecer nos dias e noites frias, ele passou a se diferenciar dos outros animais, na realidade, a maior contribuição para a formação da civilização foi a utilização do fogo.
“Ele é citado em Gênesis – 15: 17 - “E sucedeu que, posto o sol, houve escuridão; e eis um forno de fumo, e uma tocha de fogo, que passou aquelas metades.”
As velas do altar simbolizam que a luz pode vir fontes diferentes, mas a sua função é iluminar, o maior ensinamento é que elas sempre formam uma unidade, que a doação também significa recebimento, ao doarem a sua luz para o acendimento de outra vela, elas não perdem a sua luz, na realidade a luz é multiplicada, quanto mais se doa, mais se tem.
“A presença de Deus sempre é anunciada por trovões, relâmpagos e nuvens luminosas; ou mesmo como “sarça ardente”; temos também a carruagem que elevou Elias ou quando ele estava no monte Horeb e escondeu o rosto ante o sopro de Deus; as visões de Ezequiel; Moisés que se viu face a face com Deus desce do Sinai com o semblante resplandecente.”
“No salmo 136: 7, 8 e 9 “Aquele que fez os grandes luminares...”
“No Novo Testamento, Jesus, o Cristo, é a luz, o fogo interior, o amor, o conhecimento; “a lâmpada não está mais sob o alqueire mas, sobre a mesa.”
“Temos a luz como a interiorização do conhecimento “A lâmpada de teu corpo é teu olho.” “E se teu corpo estiver na luz, ele estará todo na luz.”
“O livro todo de João é considerado como o Evangelho do Espírito – 1: 1 a 8 – Temos a repetição da criação.”
“Com o fracasso de Adão e tantos outros que não foram ouvidos, Jesus, o Cristo, teve que ser enviado, que após passar pela purificação pela imersão na água teve o batismo pelo fogo divino.”
“Com esta visão parcial da Bíblia, tivemos uma caminhada pouco a pouco mais espiritualizada da luz sombria da matéria para a pura luz.”
“Podemos perceber que a vida tem um propósito, que a luz que tem sido preservada através das eras pode ser alcançada”.
“Sabemos que a luz da maioria dos seres humanos não passa de mera obscuridade, mas existem aqueles que se tornam espiritualizados. Eles já não se contentam com as sombras, pois, a presença da luz provoca uma débil reação em sua mente e seu coração.”
Na maçonaria devemos deixar de lado, as tolas vaidades, as brigas pelo poder, as tristes divisões e buscarmos alcançar o ápice da pirâmide para nos tornarmos verdadeiramente evoluídos e aperfeiçoados, nos transformarmos em verdadeiros líderes e instrutores da sociedade menos esclarecida. Como disse o célebre maçom Mário Leal Bacelar “Vamos nos dar as mãos”. Devemos formar uma unidade, assim como, as velas brilham separadas e com a união fornecem mais luz, assim o verdadeiro maçom deve fazer, não importa onde está o conhecimento, pois, ele pode estar em todos os lugares, o importante é que o divulguemos, formando uma só família.
Quando passamos a entender que a criação é um processo contínuo; que ela não ocorreu instantaneamente, mas, por estágios e, que ainda fazemos parte desse processo. Só então compreendemos o verdadeiro significado da primeira criação: “Das trevas do abismo, o invisível e incognoscível Deus moveu-se sobre a face das águas e disse: “Faça-se a Luz.”

PEDRO NEVES.’. M.’. I.’. 33.’. MRA
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sábado, 8 de janeiro de 2011

MAÇONARIA - O AVENTAL E O CORDÃO

MAÇONARIA
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O AVENTAL E O CORDÃO

O avental simboliza a proteção em qualquer atividade humana, nas fábricas, laboratórios, no lar, depósitos, escolas, etc.
Na maçonaria, ele é utilizado durante os trabalhos nas oficinas, simbolizando a proteção mística, e um símbolo esotérico.
Junto com o avental, está o cordão, que desde tempos imemoriais sempre teve significado místico, possuindo diversos nomes de acordo com a cultura de cada povo; faixa, cinto, etc.
O cordão é mencionado em diversos livros sagrados, o que demonstra a sua grande importância. O termo cingir segundo o dicionário: rodear, cercar, prender ou ligar em volta, pôr à cinta, unir, apertar, envolver, circundar.
Na Bíblia, ele é mencionado entre outros livros, em: Lucas: 17:8 “Prepara-me a ceia, e cingi-te, e serve-me...” – Isaías: 11:5 “E a justiça será o conto dos seus lombos, e a verdade o cinto dos seus rins.” – Salmos: 18:32 “Deus é o que me cinge de força e aperfeiçoa o meu caminho.” – 18:39 “Pois me cingiste de força para a peleja.” – 30:11 “E me cingiste de alegria.” – Eclesiastes: 12:6 “Antes que se rompa o cordão de prata...”
O cordão tornou-se parte do hábito eclesiástico, sendo utilizado por sacerdotes de diferentes cultos, o que era uma faixa, passou a ser denominada de estola, sendo muito comum o uso no hábito clerical. A estola é a sucessora eclesiástica da faixa ou cordão, ela é utilizada em volta do pescoço e as pontas caídas na frente, as suas cores são variadas conforme as diversas cerimônias dos rituais, podendo-se inserir ou não, alguns símbolos.
Os Sufis maometanos têm o cordão como símbolo do compromisso da obediência, significando que o discípulo do sufismo está comprometido por sua fé ao comando de Alá, pela lei islâmica da submissão. Um lembrete: o homem não precisa depender apenas dos poderes da mente e do corpo, que ele pode aplicar sozinho; pode também invocar o poder sobrenatural para ajudá-lo a obter mestria. Se invocar tal poder, o mesmo o envolverá como um muro protetor.
Os zoroastristas chamam o cordão de: Kusti ou cordão sagrado; ele contém seis mechas formadas por doze fios, totalizando setenta e dois fios. As seis mechas simbolizam os seis Gahanbars ou festivais das estações. Os doze fios de cada mecha simbolizam os doze meses do ano. Os setenta e dois fios representam os capítulos da sagrada Yasna do Avesta, o livro sagrado das orações, dos hinos, dos rituais, das instruções, da prática e da lei do zoroastrismo.
Na Índia é utilizado como símbolo religioso de um segundo nascimento na iluminação maior e na visão espiritual.
Os Brâmanes o utilizam em cerimônias diversas: na iniciação ou investidura, o sacerdote proclama por três vezes atando o cordão também por três vezes: “Eis que veio a nós, protegendo-nos das más palavras, purificando nossa família, com uma força purificadora, vestindo-se de rigor pelo poder da inalação e da exalação, esta abençoada Deusa, esta abençoada faixa.” Após ajustá-lo, o sacerdote diz: “O cordão sacrifical é tu. Eu te envolvo com o cordão do sacrifício.” Simbolizando a sua investidura com os poderes purificadores dos deuses.
Num antigo hino dos ritos Célticos e talvez Druídicos, encontramos o seguinte: “o cinto de Finnen é cingido para me proteger, a fim de que eu possa caminhar na senda que inclui o povo num círculo.” Ou seja, um ser de qualidades divinas envolve o indivíduo para protegê-lo e impedi-lo de palmilhar os caminhos do erro e da maldade, em que muitos vagam e se perdem. O ponto dentro do círculo é mencionado nos rituais maçônicos. É a corda de salvamento, é a orla dentada, é a corda de oitenta e um nós, é o cordão de prata mencionado na Bíblia. Os Templários antigos usavam o cordão para isolar-se das forças da matéria e se aproximarem de seus iniciadores.
O avental e o cordão não são amuletos imbuídos de propriedades mágico-religiosas, nem suas simples formas podem conferir proteção ou instilar a sabedoria e proteção divinas, não se tratam de objetos de boa sorte para afastar ou amedrontar demônios imaginários. O avental e o cordão são simbólicos.
Os maçons podem modificar o modo como se trajam, o modo de falar ou mesmo se tornar estranhos uns aos outros, como vem acontecendo com uma freqüência assustadora em uma Ordem que deve primar pela Fraternidade; Mas também podem formar uma “Egrégora” positiva, ou seja, uma corrente de pensamentos que será um cordão impossível de ser rompido por qualquer agente externo.
A história tem demonstrado que os laços comuns de Fé são mais fortes que os laços de nascimento, de afiliação política ou relações sociais. Temos a liberdade de escolher quem será nosso irmão.
A maçonaria, que deveria combater a superstição, o fanatismo, a ignorância e tudo que por seus fins seja maléfico, ela está perdendo o fio da meada. Os diversos graus que deveriam nos fazer compreender as leis da natureza e da constituição do homem, não estão conseguindo nos dar uma comunhão mais intima com o GADU, pois, não existe um sistema de ensino, então, o maçom torna-se um autodidata se quiser aprender alguma coisa. A maioria está se perdendo em conceitos errados do que seja potência, obediência, reconhecimento, regularidade, ritos e rituais, e deixam por isso de praticar a Igualdade e desconhecendo o que seja Fraternidade. Somos muitos, mas não temos unidade de filosofia, estamos vivendo momentos em que o mais importante é possuir a carteira de maçom de determinadas potências e obediências, poucos conseguem assimilar os ensinamentos que nos foram legados da sabedoria dos antigos, a história nos ensina que povo dividido é povo fraco. A maçonaria de antigamente chegou a ser considerada como o terceiro poder decidíamos como um poder de estado, hoje, os maçons em sua grande maioria, estão com as luzes interiores apagadas, estamos sem forças, apenas um número reduzido ainda consegue manter as chamas iniciáticas acesas.
Por isso, devemos nos conscientizar do simbolismo quando formos colocar o avental e o cordão, antes do inicio dos trabalhos maçônicos, não devemos utilizá-los se não estivermos em comunhão com todos os irmãos, independentemente de potências ou obediências, devemos estar sempre unidos, a união faz a força.
Devemos ter a Liberdade para tratar a todos com Igualdade e podermos promover o sonho a ser conquistado da Fraternidade Universal.


PEDRO NEVES.’. M.’. I.’. 33.’. MRA
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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

SOLIDARIEDADE MAÇÔNICA

SOLIDARIEDADE MAÇÔNICA.
O primeiro ponto que devemos deixar bem claro é a diferença entre Solidariedade Maçônica e Caridade Maçônica. Caridade é a ação ou sentimento de ajudar o próximo sem esperar recompensa e é uma das três virtudes teologais (Fé-Esperança-Caridade). Sua ação se dá quando “X” sabe que “Y” está em necessidade e então procura minimizar tal deficiência DENTRO DE SUAS CONDIÇÕES, equalizando suas possibilidades com as necessidades. Sendo, pois, uma atitude de mão única, de “X” para “Y”. Já Solidariedade é a comunhão de ações e pensamentos dos componentes do grupo (X-Y-Z-W) visando a solução de uma crise de algum dos elementos e que resultará no fortalecimento do grupo, PORÉM é uma via de mão dupla; se “X” sabe que “Y” tem alguma necessidade, antes de suprí-la deve ter certeza se “Y” a merece. Se tal afirmação lhe pareceu pouco cristã, recordo que a Maçonaria não é uma Instituição Religiosa é que a Solidariedade é um laço sagrado que nos une mas, ela não é incondicional. Pessoas do mundo profano e mesmo Irmãos ingênuos ou mal intencionados acreditam que há em nossa Instituição a obrigação tenaz de fornecer a algum membro o objeto de sua necessidade. Nosso amparo, seja ele moral ou até mesmo material se dá para daqueles que se desviaram dos preceitos da honra e da retidão e nunca somos solidários com aquele que quer aproveitar-se da situação. Alguém pode estar pensando que tal atitude quebraria nosso juramento de Irmandade, mas observem que “X” se preocupa com “Y”, procura saber o que se passa, os antecedentes que levaram a atual condição e principalmente qual é a conduta de “Y”. Se o Irmão “Y” foi um mau pai, um mau filho, um mau marido, um mau patrão, um mau político ou seja um mau elemento, ele sim quebrou nossos juramentos, desrespeitou nosso Código Moral, desfez nossos laços, não teve uma conduta maçônica, portanto não faz jus à Solidariedade Maçônica. E todos nós devemos ter muito cuidado, pois não é simplesmente por ser Irmão que devemos dar preferência. Não pensem que estou com raiva, mas vejo situações inadequadas ao digno Maçom, por exemplo: acima da condição pessoal de ser iniciado, está a nossa Consciência e é um desrespeito a ela quando algum Maçom diante de dois currículos, um melhor (profano “Z”) e um comum (maçom “Y”) indica para a vaga de trabalho aquele que tem uma assinatura com três pontinhos. O Maçom é justo, honesto, bom funcionário, bom cidadão, o que deve fazer é dar a vaga a quem de direito por mérito ou competência a mereceu e ao Irmão preterido explicar onde estão as deficiências e como as solucionar. Quer ver um outro exemplo? Todo Maçom é um patriota, e para sua Pátria e seus concidadãos deseja o melhor, então por que votar em determinado candidato simplesmente por ele ser Maçom? Acima do desejo pessoal do Irmão e a nossa vontade de ajudá-lo, devemos ter consciência do dever do eleitor e da responsabilidade do ato. Lógico, sendo o candidato um Maçom “limpo e puro” devemos sim votar nele! A intenção deste pequeno artigo é despertar em você a vontade de saber um pouco mais sobre o assunto, e sem nenhuma ressalva mental reconhecer que apesar do processo de admissão de novos Irmãos, ser bem elaborado, termos sindicâncias rígidas e apresentação de documentos que comprovam a boa fé, NÓS NOS ENGANAMOS e eles denigrem e tiram proveito de Lojas e Irmãos mais puros de coração. Para eles “Dura Lex Sed Lex” e para todos os demais a compreensão que entramos para a Maçonaria para ofertar e não para pedir.

Sérgio Quirino Guimarães
ARLS Presidente Roosevelt 025
Segundas-feiras, Templo 801
Palácio Maçônico – Grande Loja
Belo Horizonte – Minas Gerais
0 xx 8853-2969 quirino@roosevelt.org.br
Ano 04 – artigo 13 – número seqüencial 242

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ENDOENÇAS

ENDOENÇAS
Um Cavaleiro Rosa Cruz é um Maçom que passou pela iniciação do Grau 18 de alguns Ritos Maçônicos. Este grau é ministrado juntamente com os graus 15,16 e 17 nos Capítulos Rosa Cruzes e a mensagem do Grau de Cavaleiro Rosa Cruz é que devemos trabalhar pelo triunfo da Luz sobre as Trevas e que somente pela entrega ao Irmão é que alcançaremos a libertação. Um Cavaleiro Rosa Cruz é o mais humilde dos Obreiros, lembrando que não devemos confundir humildade com servidão. Humildade maçônica é a qualidade daqueles que trabalham pela Ordem sem tentarem se projetar sobre os outros e nem mostrar-se superior a alguém. Inegavelmente na criação dos Graus Capitulares foram usados muitos preceitos cristãos, porém nada dogmático ou litúrgico (celebração religiosa pré-definida). A ritualística está embasada em valores morais, éticos e fraternos comuns à todas as religiões e sociedades “do Bem”. Entre os muitos afazeres desse Cavaleiro há o cumprimento de um belíssimo juramento e a manutenção de uma antiga tradição. O juramento não posso revelar, mas vou transcrever o juramento feito por Dom Nuno Álvares Pereira em 1373, quando de sua Investidura como Cavaleiro diante da Rainha de Portugal. Espero que todos possam compreender o quanto é importante trabalharmos em prol da Luz.
“Toma esta espada, Cavaleiro.
Exerce com ela o vigor da justiça
e derruba o poder da injustiça.
Defende com ela a Igreja de Deus e os seus fiéis;
dispersa os inimigos do nome cristão;
protege as viúvas e os órfãos.
O que estiver abatido, levanta-o.
O que tiveres levantado, conserva-o.
O que estiver conforme a ordem, fortalece-o.
É assim que, ufano e glorioso somente com o triunfo da virtude,
chegarás ao reino celeste,
onde reinarás eternamente com o Salvador do mundo"
Após o que o Oficiante Cavaleiro dizia :
"Senhor, é para que a justiça tenha um apoio neste mundo
e o furor dos maus um freio
que permitiste aos homens,
por uma disposição particular,
o uso da espada"
Lógico que hoje em dia não devemos “pegar em espadas”, temos muitos outros instrumentos para defender a liberdade religiosa, as viúvas, os órfãos e fazer triunfar a Virtude. A tradição que mencionei é a obrigatoriedade dos Cavaleiros Rosa Cruzes se encontrarem na noite que antecede à Sexta-feira da Paixão; reza esta tradição que os antigos Irmãos após sua investidura como Cav.’. R+C saíam pelo mundo cumprindo seu juramento e que na primeira Lua Cheia após o Equinócio da Primavera (hemisfério norte), eles se encontrariam no local da Investidura. A idéia era rever os Irmãos, compartilhar experiências, trazer notícias de Irmãos adoentados ou que tenham falecidos. Há toda uma ritualística muito bonita e extremamente filosófica que resulta em seus participante um enlevo moral e espiritual. A primeira e a segunda parte dos trabalhos acontecem em Templo e a parte final se dá em um ambiente de refeição. Generalizamos dizendo que nesta noite os Cavaleiros Rosa-Cruzes se reúnem em Sessão de Endoenças. A palavra “endoenças” vem do latim indulgentia que fora a aplicação do conceito religioso cristão (Graça concedida pela Igreja, de que resulta a remissão total ou parcial das penas dos pecados), para nós deve ser compreendida como “facilidade em perdoar as faltas dos outros”. Ao final dos trabalhos temos um ágape cujo nome varia muito de Rito, Potência e Oriente e os mais comuns são: Ceia de Cavaleiros; Reunião de Endoenças; Ceia dos Cavaleiros Rosa Cruzes, Sessão de Mesa, Ágape Fraternal e Refeição Mística.
A intenção deste pequeno artigo é despertar em você a vontade de saber um pouco mais sobre o assunto, aproveitar este ano e ingressar nos estudos dos Graus Posteriores e quem já os conquistou que retorne a um dos Corpos e ajude nos trabalhos.


Sérgio Quirino Guimarães
ARLS Presidente Roosevelt 025
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Ano 04 – artigo 14 – número seqüencial 243

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"ANO MAÇÔNICO"

“ANO MAÇÔNICO”
Alguns aspectos da cultura maçônica só são compreendidos se estudarmos aspectos da cultura profana. Afinal o que levou a criação de um “Ano Maçônico”? E ainda adjetivado como ano da “Verdadeira Luz” (V.’.L.’.)! Teria sido por vaidade? Proselitismo? Nada disso! O termo e a utilização surgiram a partir de 1723 com a intenção de universalizar os documentos maçônicos, ou seja, indiferente em qual Oriente esteja uma Loja Maçônica a data de suas atividades seria entendida por Maçons de outros Orientes. Possivelmente algum Irmão pensou que se uma Loja usar a data de 15 de agosto de 2010 em seu Balaustre, todas as outras Lojas compreenderão que ela se reuniu neste domingo. O que este Irmão desconhece é que usamos no mundo civil o Calendário Gregoriano, promulgado pelo Papa Gregório XIII em 24 de fevereiro de 1582 e que não é universal. Só para terem uma idéia foram preciso mais de 300 anos para que a maioria dos países o adotasse; a Turquia só o fez em 1927 e ainda hoje em pleno Século XXI temos países que adotam outros calendários. Então vejamos como era o contexto histórico dos nossos Irmãos europeus, alguns países de predominância católica de pronto adotaram o Calendário Gregoriano, já nos países mais ao norte predominava o Anglicanismo e Luteranismo que não reconheciam a autoridade Papal, portanto utilizavam outras formas de registrar a passagem dos dias. Como podem imaginar, estas diferenças geraram desencontros econômicos, sociais, políticos e até mesmo maçônicos. Para resolver isto, pelo menos no âmbito maçônico foi criado o Ano Maçônico. Que também não foi a solução para todos os problemas e até gerou muitos outros entraves que em um outro artigo tratarei. A primeira coisa que devemos fazer é desmistificar a universalidade do Ano Maçônico. Isto não existe! Para começar temos os Irmãos que somam ao ano do Calendário Gregoriano o numeral 4.000 e encontra o ano V.’.L.’. (os Irmãos do Rito Misraim somam 4.004), outros somam 3.760. Estes valores são baseados em dois aspectos: o primeiro (4.000) é o resultado da pesquisa bíblica da formação do mundo (do nascimento de Jesus até Gênese) e o segundo é a utilização direta do Calendário Hebraico. Como se não bastasse a divergência do ano, ainda temos diferenças quanto ao início do ano. Pelo Rito de York o primeiro dia do Ano Maçônico é 1º de Janeiro, no R.’.E.’.A.’.A.’. o ano inicia-se em 21 de Março (sabiam?), já no Rito Francês ou Moderno o primeiro dia do ano é 1º de Março com a diferença que não usam V.’.L.’. e sim A.’.M.’. (Ano do Mundo) isto nos Graus Simbólicos, pois nos Superiores encontramos outras datas, por que os referenciais mudam também conforme o Rito. A intenção dos meus pequenos artigos é despertar em você a vontade de saber um pouco mais sobre o assunto, fazer uma Prancha de Arquitetura e quando ela estiver pronta, levar para sua Loja enriquecendo nosso Quarto de Hora de Estudos. Lembrando que todos nós, independente do Grau ou do Cargo, somos responsáveis pela qualidade das Sessões Maçônicas, então vou apresentar mais duas informações para provocar-lhe inquietações e desejo de estudo: 1) Os meses maçônicos são: Nissam (março); Ijar (abril); Sivan (Maio); Thamuz (junho); Ab (julho); Eliul (agosto); Tishri (setembro); Heshvan (outubro); Kislev (novembro); Theved (dezembro); Scheval (janeiro); Adar (fevereiro). 2) Se eu realmente insistir em dizer que o ano maçônico inicia-se em 21 de março (segundo o Calendário Gregoriano) você acreditaria? Depois de responder, faça-me um favor: tente lembrar qual é a primeira Coluna Zodiacal que sustenta a abóbada celeste de uma Loja. (Entrando em um Templo é a primeira do lado esquerdo, a que está mais junto a porta.) Lembrando do nome, pesquise a partir de que data começa a influência desse signo sobre seus nativos.


Sérgio Quirino Guimarães
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Ano 04 - artigo 33 - número seqüencial 262

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JOSE GARIBALDI

JOSÉ GARIBALDI
Na verdade José Garibaldi não é só um Herói Uruguaio, este homem nascido em Nice em 04 de julho de 1807, construiu sua história em prol da Liberdade dos povos, não importando sua crença, língua ou fronteiras, literalmente viveu combatendo a tirania. Seu pai era proprietário de navio e ele passou muitos e muitos anos viajando e conhecendo o mundo. Em 1833 em uma viagem a Rússia tomou conhecimento dos ideais socialistas e da possibilidade de unificação da Itália; seus desejos encontraram ecos nos propósitos da sociedade secreta chamada "Jovem Itália". Já fazendo parte dessa sociedade empreitou seus maiores esforços em prol da libertação de parte do povo italiano do julgo austríaco. Entre 1833 e 1834 juntou-se à "Carbonária" e em fevereiro de 1834 participou da "Insurreição de Gênova", mas não conseguiu seu intento, sendo condenado à morte, fugiu para o Brasil em 1835, após ter passado por Marselha e Tunísia. No ano de 1836, aproximou-se dos republicanos que haviam proclamado a República Rio-grandense, tornando-se um grande personagem da história brasileira (ver Guerra dos Farrapos ou Revolução Farroupilha), para terem uma idéia da força desse herói, ele construiu dois barcos em terra firme e para fazê-los chegar ao mar, ele os colocou sobre grandes carretas puxadas por duas centenas de bois. Pilotando o barco Seival, José Garibaldi conseguiu tomar das forças imperiais brasileira a região de Laguna. Já casado com Anita Garibaldi muda-se para o Uruguai. Durante a "Guerra Grande" foi nomeado Chefe da Frota Uruguaia, lutando contra o Juan Manuel Rosa (Governador de Buenos Aires). Em 1843, organizou a "Legião Italiana" que defendeu Montevideo do ataque das tropas de Manuel Oribe. Em 1848 volta para a Itália, onde na região da Lombardia lutou contra os Autríacos. Em 1848, o Papa Pio IX, temendo as forças liberais abandonou Roma, para onde havia ido Garibaldi acompanhado de um grupo de voluntários. Em 1849 foi eleito deputado republicano na Assembléia Constituinte da recém-proclamada República Romana. Neste mesmo ano, enfrentou o exército francês que tentava restabelecer a autoridade do Papa sobre Roma. Em 1870 empreendeu sua última campanha. Embora os franceses fossem seus inimigos no passado, lutou ao lado deles na "Guerra Franco-prussiana"; esteve a frente de um grupo de voluntários, intitulado como "Exército dos Vosges" para a manutenção do território da recém proclamada República Francesa. Há muito mais o que relatar sobre este "Herói dos dois Mundos" e entre os muitos fatos de sua vida, para nós Maçons um dos mais importantes e assim transcrito nos anais da história maçônia uruguaia: "José Garibaldi (1807 – 1882) fue iniciado Masón, en Montevideo, en agosto de 1844, en la Logia “Les Amis de la Patrie” dependiente de la Gran Logia de Francia, según Trazados que guarda la Gran Logia de la Masonería del Uruguay, en su Archivo Histórico. Cuando el Gran Oriente de Uruguay, obtiene su reconocimiento como potencia masónica regular el 17 de Julio de 1856 el “héroe de dos continentes” continúa relacionado con los Masones del Río de la Plata, que le reconocen su trayectoria en la Orden y le designan Miembro de Honor de su Logia Madre, tal como surge de los Cuadros Lógicos que se exhiben en el Palacio Masónico de Montevideo. Cabe recordar que, después de haber sido reconocida como Potencia Masónica Regular, la Masonería del Uruguay autorizó por varios años, la presencia en su territorio de dos Logias de origen extranjero: “Les Amis de la Patrie” (dependiente de Francia) y “Acacia” (dependiente de Inglaterra). El 2 de Junio de 1882, muere en la isla de Caprera, donde a su vejez se había retirado.
Escribir sus memorias fue una constante en la vida de Garibaldi y ya en la isla de Caprera realizó lo que llamó “la Revisión de mis Memorias” editadas en Madrid en 1888.
Su “prefacio a mis memorias” es un Resumen impactante a su azarosa existencia.
Dice Garibaldi: “mi vida ha sido impetuosa: compuesta del bien y el mal, como creo está la mayor parte de las gentes. Tengo la conciencia de haber buscado siempre el bien para mi y para mis semejantes. Si alguna vez hice el mal, fue sin quererlo. Odio la tiranía y la mentira con el profundo convencimiento de que ellas son el origen principal de los males y de la corrupción del género humano. Soy Republicano, porque este es el sistema de gobierno de las gentes justas, sistema modelo cuando se adquiere y, por consecuencia, no se impone con la violencia y la impostura. Tolerante y no exclusivista, soy incapaz de imponer a alguien por la fuerza mi Republicanismo...”
No site http://picasaweb.google.com/irquirino estão algumas fotos que tirei durante minha estada no Uruguay e durante os labores na Gran Logia de la Masoneria del Uruguay.

Sérgio Quirino Guimarães
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Ano 04 - artigo 35 - número seqüencial 264

A MAÇONARIA E O MAÇOM

A MAÇONARIA E O MAÇOM
Como este artigo destina-se exclusivamente a Maçons, vou fazer uma dimâmica diferente. A intenção é propor aos Irmãos que promovam uma Ordem do Dia para intercambiar opiniões, por conta disso não terei o menor pudor em ser contraditório e simplista. Começamos com a seguinte pergunta: - O que é mais importante, a Maçonaria ou os Maçons? O conceito padrão de Maçonaria é que seja “uma sociedade discreta (ou secreta?) de caráter universal, cujos membros cultivam o aclassismo, o humanismo, os princípios da liberdade, democracia, igualdade, fraternidade e aperfeiçoamento intelectual, sendo assim uma associação iniciática e filosófica. Portanto a Maçonaria é uma sociedade fraternal, que admite todo homem livre e de bons costumes, sem distinção de raça, religião, ideário político ou posição social. Suas únicas exigências são que o candidato possua um espírito filantrópico e o firme propósito de tratar sempre de ir em busca da perfeição.” O Maçom naturalmente deve ser o membro da Maçonaria e seguir suas diretrizes. Conceitualmente é isto, mas concretamente é o que vivenciamos? A “busca da perfeição” está na conquista dos Graus Superiores ou de Cargos? Se algum dia eu puder ensinar alguma coisa aos meus Irmãos eu gostaria que fosse isso: – Não se preocupem com a chegada, o importante é permanecer no caminho! A grande ritualística maçônica é praticada nos Templos ou no mundo profano? Ao pedir ao GADU que ele ilumine seu coração e sua inteligência e que você possa ser fortificado por seu amor e bondade é essencial que você primeiro subjugue suas paixões e intransigências da Meia-Noite à Meia-Noite de cada dia. Permitam-me uma comparação simbólica: Por mais potente que seja a estação transmissora, se as pilhas estiverem fracas o rádio não funcionará bem. Mais uma indagação: As Potências/Obediências representam a Maçonaria ou os Maçons? Todas estão calçadas nos “...princípios da liberdade, democracia, igualdade, fraternidade...” e dessa forma reconhecendo o “caráter universal” da Sublime Ordem? E se tratam como Instituições “co-Irmãs”? Não precisamos ir muito longe, o termo IRMÃO é usado com todos os “Filhos de Deus” ou somente aos “Filhos da Viúva”? Se direcionarmos este intercâmbio quanto a atuação da Maçonaria junto à Sociedade, enumeraremos muitos fatos históricos, a grande dúvida é termos certeza de quem foi o real partícipe; a Maçonaria ou Maçons? Estudem a Independência do Brasil, os três mais importante personagens foram Gonçalves Ledo, José Bonifácio e Dom Pedro I; procurem saber como eram suas relações antes, durante e depois do 7 de setembro e as conseqüências desse ato junto à Maçonaria e aos Maçons da época. Em 1889 todos os Maçons brasileiros eram republicanos? Nenhum deles queria a continuidade da Monarquia? Afinal foi a Maçonaria ou Maçons que proclamaram a República? Não combina com o Irmão Quirino ficar “em cima do muro”, então termino solicitando que os Irmãos reflitam sobre a seguinte frase: TODOS OS MAÇONS TRABALHAM PARA DEIXAR A MAÇONARIA MAIS FORTE E PODEROSA (Templos – Obreiros – Relações Institucionais) E ACABAMOS ESQUECENDO QUE É A MAÇONARIA QUE DEVE TRABALHAR PARA DEIXAR OS MAÇONS MAIS DIGNOS E FRATERNOS (Justos – Honrados – Exemplos de cidadãos). Será que estou certo? Entre o tijolo, o muro e o pedreiro qual a ordem de importância?

Sérgio Quirino Guimarães
ARLS Presidente Roosevelt 025
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Ano 04 - artigo 39 - número seqüencial 268